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Sobre o Tudo
 


Garotos-propaganda

Alguns produtos são difíceis de anunciar. Ou têm muita competição, ou são serviços de resultados variáveis, de acordo com o "freguês". Nesses casos, é preciso algo que os confira credibilidade. Qual o modo mais rápido de obter isso? Utilizando garotos-propaganda que já a tenham, e endossem o produto ou serviço.

Um exemplo de serviço é o curso de inglês online Open English. 

Os primeiros comerciais não tinham um garoto-propaganda conhecido. Eram atores representando papéis do aluno e do que acha o curso "uma besteira". 

Só tinha um probleminha assim, pequenininho. O mocinho que caçoava o curso tinha mil vezes mais carisma que o que fazia papel de aluno, de modo que virou uma "anti-propaganda" - afinal, o mocinho "do contra" tinha até um bordão, que falava em todos os filmes: "você e seu cursinho de inglês online" (para quem não se lembra, veja post anterior). 

Felizmente, alguém "se tocou" que estava anunciando o produto como um "cursinho de inglês online" e resolveram mudar o approach.

Contrataram o comediante Paulo Gustavo, e simulam uma entrevista com ele onde fazem perguntas em inglês que ele não sabe responder.

O moço tem um jeito gozadíssimo (veja aqui) - bem, é comediante - mas até aí, nada de novo. O que iria conferir a credibilidade? O comprometimento do garoto-propaganda. Ele não está apenas fazendo um filme, está endossando a qualidade do produto, e de que forma? No papel de USUÁRIO.

E cadê o comprometimento? Bom, admito que não conheço o trabalho do Paulo Gustavo. Porém, estava zapeando outro dia e caí em algum programa de Ingrid Guimarães. Ela e Paulo Gustavo estavam passeando por Nova Iorque, fazendo compras e, cumprindo seu papel, Paulo Gustavo a toda hora admitia não saber falar inglês (com tiradas engraçadas do tipo "I can try this calça?"). Imagino que ele deva falar bem melhor que isso, para alguém que "vive" em Nova Iorque. Porém, como faz um comercial onde afirma não falar inglês e pede ajuda do Open English, tem que cumprir o papel. Imagino que os filmes irão evoluir para a melhora da comunicação dele na língua. Ou, no mínimo, ele representa alguém que reconhece a necessidade do curso.

às vezes, porém, a escolha perfeita pode ser um tiro no pé. Quem se lembra do lançamento da cerveja Devassa? A primeira garota-propaganda foi, óbvio, Paris Hilton - óbvio. Ou não tão óbvio assim? Quem não assiste, sei lá, a E Entertainment, não deve ter ideia de quem seja a moça:

- Quem é?

- Uma patricinha americana.

- Ah, é? E ela é devassa, é?

- Deve ser... Mei magrim, né?

Enfim, um diálogo muito rico pode sair daí. De qualquer jeito, Paris Hilton não deve ser muito conhecida entre as massas, imagine a reunião de publicitários tentando decidir uma brasileira para o papel:

- A Bruna Surfistinha.

- Não. Ela era "da vida" e "virou" escritora. Se fosse o contrário...

- Alguém do "Tcham". 

- Ô, é anos 90, agora? Tem que ser alguém mais novo. Quem nasceu nesse milênio já pode beber.

Após vários nomes cogitados, a ideia "Grande Sacada":

- A Sandy!!!!

- Ô, e a Sandy é devassa?

- Aí que está a "Grande Sacada". Ninguém espera, vai causar uma polêmica, chamar a atenção. Ela nunca quis posar para a Playboy, imagina o "ribuliçu"!!!

- Nossa, genial. Mais que uma "Grande Sacada", é um "Amplo Terraço Gourmet".

Alguns- suponho - milhões de reais depois, sai a campanha.

Imediatamente, Sandy ficou sob os holofotes. Além de dar aquela faturada, ainda teve sua imagem superexposta em diversas entrevistas, onde, irritantemente, afirmava: "Não sei de onde tiraram essa ideia de que eu sou 'santinha'."

Ah, não foi nem um pouco de sua postura. Mas até aí tudo bem, a campanha rolou e foi um sucesso. Até que a fofa, em uma entrevista, diz: "Ah, na verdade não gosto de cerveja. Não bebo. Prefiro vinho". 

Realmente. De santa, ela não tem nada. É super-devassa. F*deu o anunciante.


Realmente. Só faltou sair em campanha dizendo aos jovens que não bebam. 

Criticada, Sandy defendeu-se: "Vai dizer que a Xuxa usa Monage, A Gisele Bundchen usa Pantene e o Luciano Huck usa Niely Gold."

Imediatamente, como macacos velhos que são, os "acusados" rebateram através de suas assessorias de imprensa:

Xuxa: "Uso o hidratante Monange há anos, meu preferido é o rosinha".

Gisele: "Os produtos Pantene são responsáveis pela beleza e vitalidade de meus cabelos".

Luciano (ok, resposta não tão boa): "Jamais emprestaria minha imagem a um produto no qual não confiasse na qualidade".

Enfim, a campanha foi assassinada, mas, pelo menos, rendeu uma brincadeira divertida no Twitter: "A Sandy é tão devassa que..."; com continuações bem bobinhas e hilárias. 

Da próxima vez, melhor contratá-la para anunciar a concorrência...


 



Escrito por Karin às 17h30
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Open English

Open English é um curso de inglês online. Tem vários comerciaizinhos na TV. Vou falar de um deles (se quiser, pode ver aqui).

Os quadrinhos são um resumo do comercial. Mocinho "bobo" fica horas no trânsito para ir e voltar da escola de inglês, além de ter que transportar vários livros pesados no processo (claro que os livros mostrados no comercial estão mais para escola de medicina, mas, ok - vamos aceitar o exagero).

Enquanto isso, o amigo está confortavelmente em seu lar (onde eles estão, hein? Vou supor que seja a casa deles) com o notebook no colo, pronto para começar sua aula de inglês ao vivo com uma professora da Califórnia. Quanta conveniência! Ele não precisa dirigir, não precisa carregar livros pesados e contribui com o meio-ambiente, por não usar o carro.

Inexplicavelmente, ele sai no momento de a aula começar. Vai ver a aula demora e ele resolveu fazer um xixizinho antes, sei lá.

Neste interím, a professora aparece na tela. O amiguinho "bobo" xaveca a professora à lá Joey, de Friends (se bem que quem não fala inglês não sabe que Joey diz: "how you doin'"). O amigo volta e o repreende. Fim.

O comercial não é ruim, per se. Quer convencer que um curso de inglês online é mais vantajoso que uma escola ao vivo, ou uma turma. Vamos fingir, para benefício da discussão, que as pessoas têm disciplina para fazer um curso online em casa (perto da tv, com acesso à internet, etc) sem ter um horário marcado com alguém que estará em um local pessoalmente e que cobrará sua presença - ou, no mínimo, penalizará a ausência com uma falta.

O problema é que a vida real é assim:

Quem faz um curso de inglês em uma escola provavelmente escolhe uma perto do trabalho, da faculdade, etc. Nesse caso, o curso de inglês é até uma vantagem, pois você tem algo para fazer durante a hora do rush. E, se não trabalha e nem estuda, escolhe uma escola relativamente perto de casa. Além disso, raramente escolas de inglês aplicam mais de um livro - e muitas têm apostilas.

Talvez um curso online seja interessante para aquelas pessoas que não saem da frente do computador por nada; e já se esqueceram como interagir com pessoas de verdade (e que alegam: "mas falo com meus amigos todos os dias, pelo messenger!"; apesar de nunca terem visto muitos desses "amigos" pessoalmente. Enfim.).

Mas, vamos combinar: mesmo para os maníacos por computador. Não funciona. Por que?

Ora, estamos no Brasil. Eu NUNCA vi pessoalmente uma conexão de internet que seja realmente boa. Particularmente, tenho em casa uma conexão de 10MB. Outro dia fui medir a velocidade real usando o "speedtest"; e bateu 4,5mb de download; e, de upload, pasmem: 0,4mb.

Imagina a professora na Califórnia esperando o feedback com uma superconexão dessas!!!

Hoje, temos conexões de "100" mb. Que deve significar 10mb reais de download, e talvez 1mb de upload (sei que não multipliquei por dez os números de download e upload como seria o lógico; mas estou considerando download e upload simultâneos).

A única coisa que o mocinho que faz inglês na escola poderia desejar do computador seria ver se alguém "curtiu" o status dele no Facebook.

Enfim; o comercial não é ruim, como disse. É um tantinho ingênuo, acho.

Talvez fosse mais correto se afirmasse que o mencionado curso é mais econômico que um curso em escola (sem matrícula, sem gastos com  transporte ou material, etc) ou que tem flexibilidade de horário (se bem que não conheço o produto, não posso afirmar com certeza que seja uma coisa ou outra).

Apenas uma falta grave: escrevi o post inteiro chamando o curso de "Global English". Tive que editar todo. Talvez o próximo comercial tenha ênfase em marcar o nome? Vamos ver!



Escrito por Karin às 16h25
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Gente, este não é um post divertido. É um post de protesto. Recomendo a leitura para quem pensa em assinar a NET (para mudar de ideia).

Quando assinei a NET fiquei felicíssima com o serviço e recomendei a todos os amigos.

Talvez quem lê o blog há tempos se lembre; para quem não viu ou não se lembra pode ver aqui.


Infelizmente, o excelente serviço prestado na aquisição foi totalmente arruinado no cancelamento. Alguns sabem que mudei de endereço, de SP para Recife.

Na ocasião; tentei tranferir a mesma assinatura; mas por incompetência da empresa não foi possível (fazia a solicitação, diziam para aguardar 5 dias úteis pelo retorno - ao indagar por que não houve retorno, diziam que a solicitação de mudança de endereço não havia sido feita).
Como estava há muito tempo sem telefone e internet e precisava dos serviços com urgência, acabei fazendo uma nova assinatura em meu nome em Recife (assinatura que irei cancelar também, pois me recuso a ser cliente de uma empresa sem ética que me causa tamanho transtorno).
Em seguida, comecei a tentar cancelar a assinatura em SP. Foi quando começaram os problemas: diziam que eu (esposa do titular) não poderia cancelar, que o titular deveria cancelar. Curiosamente, quem ADQUIRIU O SERVIÇO E ASSINOU O CONTRATO fui EU. A assinatura no contrato de aquisição não é a do titular. A conta para débito automático é a minha; não a do titular.
O único motivo de o titular ser meu marido é que na ocasião, nossa linha telefônica (da qual realizamos portabilidade) estava no CPF dele.

Meu marido tentou inúmeras vezes cancelar a assinatura. O atendente ficava tentando convencê-lo a não cancelar; mesmo tendo os motivos explicados - que já havíamos mudado de endereço e que já havíamos feito nova assinatura da NET. Quando depois de muita insistência ele "transferia para o setor responsável", a linha ficava simplesmente muda  - nem "musiquinha" tinha; por mais de meia hora (mas a linha não caía, o telefone indicava a conexão ativa). Acabávamos desistindo.

Resolvi o problema temporariamente mandando suspender o sinal - mesmo assim, a NET fez cobranças INDEVIDAS após a suspensão; debitando R$ 37,00 de minha conta APÓS O PEDIDO DE SUSPENSÃO (o débito foi feito no segundo mês de suspensão).
Para prevenir novos ROUBOS à minha conta; mandei o banco suspender o débito automático (não tentei reaver o dinheiro ROUBADO pela NET porque não queria a dor de cabeça; mas GARANTO A MAIOR DOR DE CABEÇA PARA A NET A PARTIR DE AGORA). Enquanto isso, meu marido e eu regularmente ligávamos tentando cancelar a assinatura; sem sucesso.
Tive um outro problema sério: aluguei o apartamento em que morava em SP. O inquilino tentou assinar a NET e não conseguiu, porque a NET se recusa a cancelar a minha assinatura - avisavam o inquilino de que já havia uma assinatura naquele endereço. O problema só não foi pior porque convenci o inquilino de que a TVA é muito melhor (também é ruim; estou ficando sem opções).

Eis que recebi, na data de hoje, uma FATURA A SER PAGA DESSA ASSINATURA DA NET; sendo que eu já nem moro mais no endereço e o serviço NÃO ESTÁ SENDO PRESTADO!!! A atendente simplesmente ficou repetindo que vou ter que pagar, que ela não cancelaria a fatura de jeito nenhum; e que ela não passaria para o supervisor e que eu ia ter que pagar e pronto - por um serviço que, repito, NÃO ESTÁ SENDO PRESTADO em um endereço no qual NEM SEQUER RESIDO.


Não é à tôa que o Brasil tem a imagem de ser o país da malandragem; onde uma empresa que deveria prestar um serviço de qualidade para seus assinantes prefere como alternativa oferecer um aviltante espetáculo de falta de ética, mau-caratismo, desonestidade e torpeza; pois o que ocorre no atendimento não é mera coincidência, é a mesma coisa todas as vezes - ou seja, o estorvo é planejado e os atendentes são propositalmente treinados a agredir o consumidor.
Meus parabéns à empresa pelo sucesso em sua falta de ética; garanto que perderam um cliente para sempre!

Além de, é claro, retificar o post feito em meu blog quando assinei o serviço e fiquei feliz.

Para quem viu a imagem que ilustrava o post feliz; ela é a mesma - só que os ventos a modificaram um pouquinho: PRA VOCÊ, NET!!!!



Escrito por Karin às 15h33
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A volta do Homem do Inferno

AH, Homem do Inferno, seu Tinhoso... Você tem muitas faces, mesmo. Sua capacidade de transformação é notável... Um Demônio de Sete Cabeças...

Duas dessas cabeças andaram pela tevê recentemente. Passando sua mensagem do mal; sua deseducação...

Claro que não acredito nessas bobagens de "céu e inferno" - ou melhor, acredito, sim. Naquela velha tese de que "O inferno são os outros" (Sartre, seu danadinho!).

Um dos outros, no caso, é o Homem do Inferno. Já falei dele antes, neste mesmo super-blog. Não se lembram? Homem do Inferno, vulgo "Hellmann's" (o "apóstrofo - s" indicando a posse; ele fala de seus produtos na tevê).

Minha picuinha retornou há pouco tempo; quando o Homem do Inferno voltou a insistir que seus produtos são super-saudáveis. Mas dessa vez ele foi longe demais: insinuou - mentira; AFIRMOU - que a sua maionese é MAIS SAUDÁVEL que AZEITE!!!! Note-se que estou falando de azeite de qualidade; não de "óleo de oliva" - azeite extra-virgem de baixa acidez, por favor.

Antes; o único argumento para dizer que a maionese era saudável era a informação de que uma colher de sopa continha apenas 40 calorias. Como se poucas calorias fossem sinônimo de saúde! Ora; então, em vez de tomar sucos de fruta frescos repletos de anti-oxidantes, tomarei a Coca-Cola Light "com vitaminas", que tal? Indicada para enfermos, gestantes, crianças, idosos...Por incrível que pareça, existe.

Quando concluíram que apenas as calorias não são suficientes para atestar algo como saudável; fizeram o impensável: epa, já mencionei. Disseram que é mais saudável que o azeite (não me conformo).

Fazem o comparativo: "O azeite não contém gordura trans. Hellmann's também não! O azeite contém gorduras boas e não aumenta o colesterol. Hellmann's também não! Mas Hellmans tem apenas 40 calorias, etc".

Caso queiram irritar-se, vejam aqui.

Notem as letras minúsculas dizendo: "O perfil nutricional dos produtos é diferente". JURA????

O que o comercial NÃO DIZ? Bem... Não diz que a maionese, ao contrário do azeite (extra-virgem) na realidade CONTÉM colesterol... Também não diz que, ao contrário do azeite (e.v.), contém uma quantidade absurda de sódio. Além de, em sua composição, conter açúcar, conservantes, aromatizantes, espessantes, e também outros ingredientes que nós, mortais, não temos ideia do que signifiquem.

Dão a entender que tem gorduras boas, que "baixam o colesterol" (bem que precisa, já que você está comendo uma quantidade do mesmo por colher), portanto, "faz bem ao coração", como o azeite (e.v.).

Finalizam com a pérola:

DESDE QUANDO AZEITE NÃO É GOSTOSO? DESDE QUANDO SÓ "PORCARIA" É GOSTOSA? Hein, Homem do Inferno?

Interessante é que quando vemos os maiores chefs do mundo cozinhando, quase 100% das receitas envolve azeite. E, quando por acaso envolvem maionese, eles a fazem (dizendo para não estragar a receita com "maionese de potinho"). Claude Troisgos tirou um monte de pontos de uma participante do "Que Marravilha" por ela ter usado a maionese do Homem do Inferno, ao invés de ter feito a maionese conforme ele ensinou. Afirmou que estragou a receita.

Realmente: a comida deles, com esse azeite todo, deve ser horrível. Não sei por que são famosos!!!

Imagino o que Jamie Oliver - conhecido por suas campanhas pela alimentação saudável - diria, ao ver um absurdo de comercial desses. Principalmente ele, que se bobear coloca azeite até em sorvete.

Mas este não é - NÃO É, pasmem - o comercial mais absurdo ao ponto de ser ofensivo.

Tem o de ketchup!

Começa com a pergunta imbecil (vide balãozinho):

Se quiserem perder tempo, vejam aqui. (olha eu, toda no plural, achando que um monte de gente vai ler!!!)

Em primeiro lugar, essa pergunta não tem lógica. Ou melhor; tem. O que não tem lógica é eles dizerem que a resposta "10" está certa!

Se analisarmos a pergunta, ela diz "quantos DEZ TOMATES tem no vidro de ketchup?".

Pois bem, a resposta CORRETA é um. Uma vez dez tomates.

Eles não perguntaram "Quantos tomates tem em um vidro de Ketchup Hellmann's". Perguntaram "quantos dez tomates".

Das duas, uma: ou um vidro de Ketchup contém 100 tomates - o que, de fato, seria muito tomate - ou tanto ketchup afetou a inteligência de quem fez essa pergunta imbecil - pelo menos explica a perplexidade dos "entrevistados".

Eu sei, eu sei - você fez Publicidade e Propaganda porque odeia matemática desde pequeno(a). Por isso escolheu humanas! Quase surtou no segundo ano, quando descobriu que tinha aula de estatística - aliás, ficou de DP.

Claro que esta não é a pior parte. A pior parte é o bando de néscios dizendo: "ah, muito tomate, então é saudável".

Bom... Tem "muito" tomate (sei - dez tomates não duram 2 dias aqui em casa - e tô falando de tomate; não de vidro de ketchup).

Esquecem de informar que tem também: sódio (cardíacos, comemorem!), açúcar e glicose (diabéticos, iludam-se achando que estão sendo conscientes "comendo tomates" enquanto, na realidade, estão eliminando células renais que NUNCA MAIS se regenerarão: happy dialisis!!!), espessantes, estabilizantes, conservantes, aromatizantes...

Mas a afronta principal vem no final: uma suposta mãe, em off, dizendo: "Minha filha comia arroz com ketchup. Agora, come arroz com tomates!"

O que poderia dizer a uma pessoa dessas? "Congrats on the fat, sick kid?"

Argh! Eca! Nojo, nojo da falta de ética de todo mundo envolvido nesse lixo. É "do inferno" quem criou essa propaganda. É "do inferno" quem concordou em trabalhar nela. Se eu fosse locutora, não aceitaria por nenhum dinheiro gravar esta frase. Este comercial me fez decidir boicotar Hellmann's para sempre!

Não estou dizendo que deva-se viver de alimentos orgânicos. Não precisa privar-se de uma tranqueirinha ocasional. Pode comer maionese? Pode. Pode comer Ketchup? Pode. Até deve, de vez em quando. Ser muito "xiita" em relação à comida também não é saudável.

Mas, por favor, não me venham com essa de que comer ketchup é o mesmo que comer tomates. Não é. Nunca será.

Propaganda dessas porcarias tem que ser feita como propaganda de álcool: "consuma com moderação".  



Escrito por Karin às 15h51
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Doritos!

Gosto de Doritos. Mas não do tal "Nacho", ou dos que têm sabores artificiais, tipo "Sweet Chilly" e afins. Gosto, mesmo, do "Dippas", sem o molho - é como se fosse um Doritos sem sabor. Não que alguém tenha perguntado minha preferência, mas o blog é meu e eu escrevo o que quiser! 

Bem, agora temos os novos comerciais, cuja essência é o pensamento: "Quer dividir algo com os amigos? Divide um Doritos!".

Bom. Eu não divido; vem pouco no pacote e se quiser vá comprar o seu.

Tem dois filmes: um; meio sem-gracinha (e, infelizmente, o que mais passa na tevê), que consiste em jovens fazendo nada em uma festa; até que um deles sugere que todos nadem nus na piscina, fazendo exatamente isso na sequência, sob olhares atônitos dos convivas.

O segundo é demais: jovens fazendo nada em uma garagem. De súbito, embalado pelo ritmo de uma música, um deles se empolga e começa a fazer uma dancinha com os peitorais; completamente entretido no processo e totalmente alheio aos olhares estupefatos (ou invejosos?) de seus amigos.

Para refrescar a memória, ou, caso ainda não tenha tido o privilégio de assistir, ou, francamente: para assistir inúmeras vezes visando entretenimento máximo, clique aqui.

O mérito é, obviamente, do ator - caso o visse na rua, pediria no mínimo um autógrafo; ou mais provavelmente o assediaria com súplicas de que por favor, POR FAVOR, repetisse a performance impecável do comercial ao vivo - dancinha peitoral, porém sem negligenciar as expressões faciais hilárias.

Por sinal, taí um making of que eu adoraria assistir: fico imaginando o número de vezes em que alguém caiu na risada, inclusive o ator principal. Eu, pelo menos, não conseguiria me conter. Haja auto-controle, deve ter sido uma gravação muito divertida.

A ideia do comercial - bem, o público-alvo são os jovens, naquela fase besta em que a aparência e qualquer gesto são milimetricamente estudados e ensaiados, passando pelo escrutínio de seus pares sob a ameaça do ridículo (levando em conta que as coisas mais irrelevantes são capazes de destruir a mais impecável das reputações).

Situação que não aconteceria em um mundo adulto; já que com a maturidade você percebe que não existe nada menos importante que a opinião alheia, e se quisesse fazer dançarem os peitorais o faria sem o menor pudor (como o mocinho do comercial; aliás - ele deve ser muito mais maduro que seus amigos!).

Comportamentos à parte, é óbvio que tenho uma pequena picuinha em relação a este comercial. Ele funciona, mas depende do ponto de vista.

O slogan não é: "quer dividir algo com os amigos, divide um Doritos"?

Bem. Se um amigo me der a escolha entre vê-lo fazer a dancinha ou deixar-me deglutir seus Doritos, é claro que escolho a dancinha! Além disso, rir é saudável; e Doritos engorda.

O comercial teve um efeito colateral grave para Fofo: perturbo-o com frequência insistindo que faça a dancinha para mim. Ele se esquiva, dizendo que "não sabe". Se bem que em um atípico dia de excelente humor, para meu regozijo ele fez a dancinha por uns três segundos (na praia!!!), mas depois parou dizendo que era muito difícil. Compreendi; pois é óbvio que já tentei fazer e é realmente difícil, não consegui (peço perdão pela imagem insólita).

Aproveito para deixar uma mensagem aos amigos (pelo menos a meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não votam e não comentam o blog, exceto um): por favor, sintam-se à vontade para compartilhar a dancinha comigo. Podem pôr no iultiubi, garanto que jamais direi uma palavra contra; só terei elogios a fazer. E não se esqueçam: toda vez que me oferecerem um Doritos, serão obrigados a executar a alternativa. Aliás, não seria o máximo se isso se tornasse o novo "planking"? Eu, pelo menos, iria adorar.

Portanto, não se esqueçam: nada de Doritos. Quer dividir algo com os amigos, divida a dancinha!



Escrito por Karin às 12h34
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Dois em um

Falarei de dois comerciais hoje. Estou generosa!!!

Um não tem nada a ver com o outro. O único ponto em comum é a mesma atriz; e resolvi elaborar uma historinha. Vamos a eles:

O primeiro é o do novo Renault Fluence. Um carro aí. Eu já tenho preguiça com coisas relacionadas a carros - não troco de carro todo ano (nem a cada cinco anos, aliás). Mas os preconícios que querem vender a ideia de que carros são algo além do que realmente são - meios de transporte - me abespinham. Não trocarei meu carro em perfeito estado de funcionamento só porque lançaram um "modelo novo", cuja única diferença do meu é que agora o farol tem uma linhazinha prateada embaixo.

Pronto, falei.

Seguindo: o comercial. Devo adiantar que minha reprodução de balõezinhos está perfeitamente fidedigna, mas se quiser refrescar a memória pode clicar aqui.

A historinha do comercial mostra um casal arranjando um blind date para uma amiga. Baseando-se nas descrições do elemento, a mocinha vale-se de estereótipos retardados para desenvolver preconceitos intransponíveis. No fim, esquece tudo porque o cara é gatinho. Esta parte está certa: sinto muito, mas a primeira impressão é sempre baseada na aparência.

Começa com os três em um bistrot, aguardando o mocinho. A mocinha esperou chegar o encontro para perguntar como é o cidadão.

Ela não gosta quando os amigos contam que o carinha é um executivo. Entendo. O que as mulheres realmente gostam é de hippies que passam o dia  fazendo brincos com restos de lixo e vendendo por três reais, chamando de "arte".

Ela imagina que o moço é um cara super-atarefado, que ficará constantemente ao telefone durante o encontro. Mas, no fim das contas, não somos todos super-atarefados?

(Este quadrinho é um reforço à minha "Campanha Contra a 'Beleza' Real")

Ela também não gosta de saber que o candidato joga tênis. De onde tiraram o estereótipo "nelinho" nunca vou entender. O tênis está mais em alta do que nunca, com seus jogadores mais famosos entrando em listas do tipo "o homem mais sexy do mundo" e ganhando milhões em endossos a produtos.

Além disso, considerar que a prática de um esporte seja algo negativo, com todos os benefícios à saúde que proporciona e hoje em dia sendo tão necessário o seu estímulo é quase um crime.

A parte que me irrita: a que insinua que o tipo de carro que um cara dirige importa às mulheres, hoje em dia perfeitamente capazes de comprar o carro que bem entenderem. Ou, se no caso importar, quem acharia ruim que um pretendente dirija um carro caríssimo?

Não entendi o estereótipo que usaram na propaganda. Quem dirige um sedan (sedã?) é o que? Cafona? Gomalinado? Míope?

Mas, já que é para estereotipar, vamos fazê-lo com vontade: homens que utilizam carros como extensão de suas características para atrair as mulheres estão tentando compensar um p*nto pequeno (se bem que isso não é estereótipo; é verdade).

Por favor, reservem um momento para contemplar minha MONTAGEM PERFEITA.

O mocinho chega. Pelo menos nada nesta cena me deu a entender que a mocinha gostou do carro.

O mocinho é revelado.

Estou sendo injusta nesse quadrinho. Quando não se conhece a pessoa, não se sabe se é inteligente, divertida, culta, etc - julga-se pela aparência e pronto. É biológico. Ninguém vai ver o sósia do Zé Bonitinho da rua e pensar: "mas aposto que é um charme, darei uma chance!"

A mocinha acha o mocinho gatinho e esquece toda a má impressão que teve. Final feliz!

Eles saem para um encontro: o comercial de Luftal.

Até gosto deste. É engraçadinho. O mérito é, na realidade, do Borborigmo (que aparece de gravata!!!) e seus ruídos engraçados (veja aqui). A situação apresentada no comercial é, de fato, um pesadelo - principalmente em um primeiro encontro! Quero ver é ela tomar Luftal sem ele perceber (já que existe todo esse mito de que mulheres não padecem de funções fisiológicas constrangedoras).

Enfim.

É o final perfeito para o comercial do carro!

(Contemplem mais uma montagem impecável - e o festival delas que se seguirá!)

Mocinha sai com o mocinho para jantar. Para manter a consistência da historinha, foram de ônibus.

Eles conversam, se divertem e fazem um pedido gasoso (na verdade essa parte não tem no comercial - sei que estão surpresos!)

Aparece o Borborigmo!!! (Para a minha decepção, na medicina borborigmo é o nome real dos ruídos causados pelos gases. Você poderia ter em seu prontuário escrito algo como: "o paciente apresenta constipação e borborigmo". Fiquei triste porque achei o nome engraçadíssimo e supus tratar-se da criatividade alheia...)

Ele faz seus barulhinhos hilários. E de gravata!!!

Mocinho faz cara de quem não comeu - e nem vai! Tive que manter a cara original, porque o mocinho do carro parece muito feliz. Mas acho que passa!

No fim, ele se encontra com os amigos decepcionado com o encontro às escuras. A mocinha, que de início tinha tantas reservas em relação ao mocinho, não contava com a possibilidade de o mocinho acabar tendo reservas próprias... C'est la vie

ps: Isso aí ao lado direito da cena na imagem abaixo: é um dedo na frente da câmera???? Opinem nos comentários!!! (haha, agora quero ver!)

 

 



Escrito por Karin às 15h58
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Ínglíchi táum

The horror!

The horror.

And I think to myself...

What a horrible, terrible piece of...

Bem.

Estou falando do comercial do English Town. Também passa o tempo todo, e a cada vez eu tento mudar correndo de canal para evitar a perda de 30 segundos da minha vida em suplício.

O pior é que a maioria das pessoas, ao ver pela primeira vez, comenta: "Hehe, que legal."

Que legal? QUE LEGAL???? (Fofo fez esse comentário - quase terminou em divórcio).

Bem, para quem não conhece (o que suponho que sejam apenas as pessoas que não veem tevê), o comercial consiste em um monte de gente de collant rosa, contorcendo-se juntas para formar "ambientes" para a personagem principal - no caso, a marmota que quer aprender inglês. Como há diversos filmes onde o personagem principal está no escritório, daí o ambiente modifica-se para a balada, depois para a residência, etc; suponho que decidiram "inovar" e usar o mesmo recurso manjado de mudança de ambiente de outra forma (ou, estavam sem verba para CG - ou mesmo locações, vai saber - e acabaram usando "perfornistas" de um circo que provavelmente não deu certo).

Quem quiser, pode conferir aqui por sua conta e risco.

O resultado é uma sofrível bagunça cor-de-rosa mei sem sentido.

"Como assim?", pergunta minha meia-dúzia de leitores-pouco-assíduos-que-não-vota-no-meu-blog-mas-pelo-menos-reclama-quando-não-atualizo. Dá para ver que a Clara está no carro, depois na escrivaninha, depois em uma palestra, depois na cama...

Bem, e se tirar a fofa do contexto?

Pergunto: o que é isso?

Por acaso isso é claramente um carro? Hein? Hein?

Respostas prováveis: um monte de gente de collant rosa, um com a cara na b*nda do outro. Uma reencenação de gosto duvidoso de uma cena de Abu Ghraib. Uma aula de yoga em grupo que todo mundo se arrependeu de fazer, mas está sem graça de sair no meio.

Ninguém iria responder: "Fácil! É um carro competentemente reproduzido com a utilização de apenas duas bolas como material, além de MUITA EXPRESSÃO CORPORAL."

Taí uma ideia para uma dinâmica de grupo.

Seguindo: o que é isso?

Uma instalação viva. Um monte de gente de collant rosa bending over. Idiotas. Malucos em um hospício!

Não sei o que estão fazendo aqueles caras em pé lá atrás. Acho que na realidade sua única função é poderem transformar-se rapidamente em uma super-tela-de-power-point, que é a cena seguinte, e estão só torcendo para ninguém perceber que eles não tem muita função nesta cena.

Afinal, imagino o diretor gritando: "gente, está bom, mas essas transformações fidedignas precisam acontecer mais rápido!!!"

Termina com a fofa em uma, er, "cama", estudando inglês. E eu pergunto: se na cena da escrivaninha o notebook que ela usava era o braço de alguém, por que aqui é um quadrado de papelão?

Ah! E já dei a resposta, mas adivinhações prováveis seriam: um monte de gente de collant rosa se escondendo sob um pano azul. Uma suruba sadomasô. Idiotas. Et cetera.

Minha picuinha final: a pronúncia desagradável da mocinha. Custava alguém ensaiar com ela uma pronúncia boa para uma mísera frase? O note de papelão tinha nada que dizer "Well done". Mesmo porque, a mal educada não disse please!

Lamentável.

 

 

 

 

 



Escrito por Karin às 11h55
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Chevrolet Clobrt

Não é erro de digitação. O título do post é "Chevrolet Clobrt". É sobre o mais recente comercial de um automóvel da Chevrolet. Desnecessariamente relembrando (passa direto), vamos a ele.

Começa com off dizendo: "Tudo é uma questão de referência". E passa a fazer comparações de como as coisas poderiam ser muito melhores.

Cena 1:

Família na piscina é legal. Mas e na piscina em um CRUZEIRO???

Bem, o timming é infeliz; pois o comercial começou a ser veiculado quase simultaneamente ao acidente de navio na Itália (conhecimento náutico inútil: em todos os lugares o acidente foi chamado de "naufrágio", quando, na verdade, o navio não afundou - portanto não naufragou. O termo correto seria "carenagem"*).

Tudo é uma questão de gosto. Prefiro mil vezes uma piscina em um sítio somente com minha família a uma piscina de um navio com 5 mil pessoas - aposto que a piscina é cheia de xixi.

Enfim.

Segunda cena:

Sapato "bonito". Mais barato é mais gostoso - fato.

Não podiam ter colocado um sapato bonito de verdade? Este é péssimo; todo desproporcional. Que meia-pata gigante é essa? Parece uma prótese. Feio, feio.

Cena 3:

Bem. Eu sempre tenho a impressão de que os noivos são os que menos se divertem no casamento. Após todo o planejamento, organização, etc - e a noiva ainda tem o bendito "dia da noiva" - ainda tem que aguentar, exaustos e em pé, uma ladainha interminável na cerimônia e ai deles se não sorrirem o tempo inteiro na festa (noiva de salto alto, agulha, vestido pesando 20kg). parece ótimo na teoria, mas duvi-de-o-dó de que na prática seja assim, super legal.

E, a maioria das pessoas que conheço, não é lá muito fã de carnaval. Eu, pelo menos, não sou. Estou, inclusive, torcendo aqui para que passe rápido sem me encher muito o saco. Então; para mim o segundo quadrinho seria algo do tipo: "E agora? Dou um tiro na cara?"

Cena FINAL:

 Fala que é legal ter um carro moderno, bonito, espaçoso, etc. Mostra um logo da Chevrolet.

Para ficar muito melhor; E SE FOSSE UM CHEVROLET CLOBRT?

Meio delicada essa situação. Não estaria este comercial canibalizando os outros carros da marca? Tipo: que legal que eu tenho um carro "x" da Chevrolet. Mas, não seria melhor se fosse o Clobrt???

Por outro lado, seria possível comparar com carros de outra marca? E que marca seria esta? Hipoteticamente; se pudesse mostrar a marca de outro carro, qual seria? Uma BMW? Uma Mercedes? Bem, seria pretensão demais.

Já qualquer outra marca suponho que seja uma questão de preferência. Eu gosto de carros da Ford (tem Zetec-rocam - motor com tanta tecnologia que tem o girabrequim roletado: esta é uma tecnologia de carros de corrida!). Tem gente que não abre mão de Volkswagem. Fiat, etc. Nunca conheci ninguém que dissesse que ama carros Chevrolet, Enfim.

Então, o que poderia ser feito? Mostrar o cara pegando um busão; e depois: "e agora?" e ele pilotando o Clobrt?

Ok, suponho que a única comparação viável é a apresentada, mesmo.

O comercial não é ruim, na verdade. Estou só de sacanagem. O último quadrinho é porque não gosto de carros enormes, que parece ser o caso desse aí.

Mas tenho uma picuinha grave:

QUAL O NOME DESSE CARRO?

Assisti várias vezes e não consegui entender. O locutor fala para dentro: "novo Chevrolet Clobrt". Ele realmente enuncia todas as palavras; com excessão do nome do produto!

Depois de ver algumas vezes, concluí que o nome do carro era "Combat".

"Credo", pensei. "Depois ficam com campanhazinha contra a violência no trânsito! A pessoa já sai sugestionada de que está indo para o combate! Por que não põe 'Morram', de uma vez?"

No fim, descobri o nome escrevendo "chevrolet clobrt" no Google para descolar um "você quis dizer..."

"Ahhhhhhh... OK."

Dica: SEMPRE escrevam o nome do produto, em letras garrafais, ok?

 

*Fonte: "No coração do Mar", de Nathaniel Philbrick. O livro conta a história do Essex; navio baleeiro que foi afundado ao ser atingido por uma baleia, cujos tripulantes passam 3 meses à deriva em botes. Leitura sensacional, recomendo. Ah, e explica a diferença entre "naufrágio" e "carenagem" - as 2 coisas aconteceram com o Essex.

 



Escrito por Karin às 19h00
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A propaganda e as mulheres

Há algum tempo, aconteceu uma polêmica com um comercial da Hope (lingerie). Para quem não se lembra, o comercial era estrelado por ninguém menos que Gisele Bundchen; e mostrava o jeito errado e o certo de dar más notícias. O errado era ela de roupa social, dizendo que bateu o carro; e o certo era dar a mesma notícia usando (apenas) a lingerie Hope.

Quem não se lembra pode conferir aqui.

Usei o balãozinho estrategicamente para que as pessoas não se distraiam com a imagem. Continuando.

A polêmica toda ocorreu porque algumas pessoas consideraram o comercial "ofensivo às mulheres" - diziam ser um retrocesso, que transformava as mulheres em objetos dos maridos, etc.

Por sua vez, alguns mocinhos contra-argumentaram que o comercial era ofensivo aos homens, porque os tratava como retardados diante de mulheres seminuas (sinto muito, queridos, mas a ciência já comprovou, mais de uma vez, que os homens tomam decisões erradas e correm mais riscos quando diante de mulheres bonitas. Um exemplo que vem à mente foi um estudo em que fizeram homens resolverem problemas matemáticos - uma vez sozinhos, outra vez com outra pessoa na sala, e uma terceira vez com uma mulher bonita na sala. Apenas na terceira vez cometeram muitos erros - podem pesquisar, é fato!).

Enfim. Compreendi perfeitamente o que o comercial queria dizer - eu mesma senti dificuldades em me concentrar no que a magnífica Gisele estava dizendo. Aliás, se tanto, o comercial é enganoso - afinal, em se tratando de Gisele, mesmo que estivesse de calcinha furada da vovó o efeito seria devastador. Já algumas mortais, nem com a mais bela das lingeries.

Muito mais, er, ofensivo do que a situação colocada são as "más notícias" que ela tem a dar - essas sim, são sexistas. Afinal, as mulheres pagam seguros de automóvel mais baratos porque dirigem melhor. E há muito trabalham fora e têm muito bem como pagar o que desejarem comprar sem ter que dar satisfação a ninguém. A terceira opção - a da sogra ir morar com o casal - é completamente irrealista, visto que as sogras costumam "paparicar" os genros - pelo menos, a maioria das que conheço são assim.

As "más notícias" são toscas e antigas, sim; mas não motivo para tirar o comercial do ar.

Muito me surpreende que este comercial tenha gerado tanta polêmica (estava todos os dias nos principais portais por umas duas semanas); e a aberração abaixo, nenhuma:

Resumidamente - a mulher está cumprindo seu suposto papel na sociedade, que é viver exclusivamente em função dos filhos - no caso, levando os remelentos à escola. O molequinho derruba o iogurte no chão e a mulher quase se suicida porque terá que limpar, já que, de acordo com este tipo de comercial, é seu outro papel na sociedade.

Ela usa o Veja Panos Umedecidos (revolucionário!!!!  - pelo menos é a palavra usada no comercial. Vamos fingir que não existem produtos do naipe no mercado há mais de 20 anos).

Ela comemora por não ter usado um balde. Em seguida, todas as mulheres do mundo comemoram, fazem "Ola", fazem "uhu" porque a existência desse produto tosco é a melhor notícia de suas patéticas existências.

Este, sim, é um comercial que tenta colocar as mulheres "em seus lugares".  De fato, os criadores (nome aos bois: Euro RSCG) se superaram na cretinice. E ainda têm a pachorra de colocar um "making of" online, como se essa tosquice fosse genial!

Lamentável. Revoltante. Nojento!

"Ah, mas Karin, o público alvo do produto responde bem a este tipo de comunicação", irão alguns tentar justificar a m*rda.

De jeito nenhum. Se estão se referindo a donas de casa das "antigas", que cuidam da casa e não trabalham fora, esta é o tipo que pensará no custo-benefício e preferirá usar o balde, mesmo.

Este tipo de produto é para quem não tem tempo a perder. Uma executiva, ou um executivo.

Exemplos: mulher viajará a negócios. Na saída derruba alguma meleca e, para não viajar e deixar a meleca no chão por uma semana, usa essa m... Usa o produto.

Executivo mora sozinho, vai sair para trabalhar e, na volta, trazer a namorada em casa. Derruba uma meleca, não terá tempo de limpar na volta e não quer que a namorada pense que é um desleixado. Usa o trocinho.

E, que tal um exemplo com essa exata situação mostrada no comercial? Mulher vai levar as crianças na escola. Molequinho derruba o iogurte.

Mulher diz: "Juquinha! Quem mandou não tomar cuidado? Agora vai limpar! E rápido, para não chegar atrasado na escola!"

Molequinho faz "uhu" quando vê que é fácil limpar.

Dando a entender que o produto é tão prático e fácil de usar que até uma criança consegue se virar. A explicação desnecessária é para quem é tonto o suficiente de fazer um comercial onde as mulheres comemoram com "uhu" o "lançamento" de um produto de limpeza e ainda tem a arrogância de colocar um making of no ar.

Do jeito que está, é uma "despropaganda" - afinal, as mulheres tomam 90% das decisões de compra de produtos. Como uma consumidora que vai às compras, mudei para Ajax - e, sim, a culpa é desse comercial.

Sigam-me os bons!

 

ps - chamaram-me a atenção para o fato de que, nem sempre, o que vai ao ar é o que a agência gostaria de fazer. Reconheço que existem muitas imposições do cliente; porém não é desculpa para uma mentalidade do século retrasado. Esse tipo de comercial tem que mudar. Já! Por isso boicoto a empresa.



Escrito por Karin às 14h20
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Sede é tudo

O Slogan da Fanta é: “Imagem não é nada. Sede é tudo.”
Bom. Isso deve ser verdade no deserto. Ou em um dia como hoje, em São Paulo, debaixo do sol em calcinantes trinta graus de temperatura. E, mesmo, nessa situação você quer é água. Não Fanta, que é super doce, eca .


Bem, agora que o “tema” do blog foi mantido, vou elaborar e falar de algo que não tem nada a ver com Fanta. Mas ainda vou usar o slogan, levemente modificado. Só um tico, prometo.

“Imagem é tudo. Também é tudo.”

Sim. Imagem é tudo. Vou desenvolver esta reflexão profundíssima.
Assisti ontem ao show do Guns n’ Roses, no Multishow. Foi... Interessante.
Li que ao final do show mais da metade do público já tinha ido embora. O motivo foi, na verdade, a chuva – além do desconforto, causou o maior atraso de show no Rock in Rio. Começou às 3 da manhã, acho. Debaixo de chuva, ninguém merece.

Eu gostei do show mas... me deu um banzo, sabe.
EU era fã de Guns quando a banda surgiu. Tinha 15 anos, um bebê. Não sei quantos anos tinha Axl na época; mas sei que grande parte do sucesso da banda se devia ao seu charme. Convenhamos, ele era um cara “sexy”, e isso tinha um apelo muito favorável: a banda entrava com a boa música, e ele com a boa imagem.
Não era apenas que ele era bonitão; também sabia dançar, e suas danças sinuosas deixavam as mulheres (e alguns homens) loucos.

Pois bem.

Vinte anos se passaram, e, apesar de o show ter sido bom, a música continuar boa (mesmo com a ausência de integrantes importantes da formação original); o primeiro comentário que ouvi a respeito e um monte de chamadas que li nos principais portais foram: “O Axl está gordo!”

Realmente. Não tem a mesma graça. O som ainda é bom, mas por que ele está, além de acima do peso, com cara de caipira texano?
Também fiquei com uma certa aflição: dava a impressão de que ele ficava super sem fôlego para cantar as músicas, uma sensação de que ele estava sofrendo. A chuva judiou, claro – de vez em quando ele chutava a água no chão do palco, claramente frustrado com a chuva que não parava, e dava para notar que seus jeans estavam molhados e pesados; ele devia estar muito desconfortável.

Apesar de tudo, ele procurou ser simpático e fez algumas de suas dancinhas, porém não combina mais. A dança está certa, mas a imagem está errada.

“Mas, Karin, também! Já se passaram vinte anos, você quer que o cara esteja igual?” - dirá minha ilustríssima meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não comentam e nem votam no meu blog.

Quero.

O problema não é ter envelhecido – basta ver Mick Jagger, muuuuito mais velho e dançando como se os Rolling Stones fossem estreantes; e a imagem combina.

Por que?

Porque ele está em forma. E provavelmente o assessor de imagem dele não o deixa vestir-se como um red-neck texano, obviamente.

Steven Tyler, do Aerosmith, é outro exemplo – tudo bem que há pouco tempo ele quebrou o quadril durante um show, mas mantém ainda grande parte do charme que sempre lhe foi característico.

Por que?

Porque está em forma.

Há algum tempo, começou a discussão que dura até hoje a respeito da “ditadura da magreza”, e do padrão de beleza inatingível “imposto” às mulheres.
Bem, parece que agora os homens também são “vítimas”. Como eu continuo com minha campanha contra a “beleza real”, só tenho um comentário: já não era sem tempo!
Ainda gosto de Guns, mas por enquanto, acho que vou me contentar com o CD...

ps - como não tô em casa, fiz minhas super-montagens e balõezinhos no Power Point... Ficou tosco, mas tô morrendo de orgulho!

 



Escrito por Karin às 19h20
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Oi! É Claro que Vivo para TIM!, E por que odeio celulares

Como todo mundo no mundo, sou a feliz proprietária de um aparelho móvel de telefonia celular. Coisa muito importante. Até o pigmeu que mora em uma caverna no meio do pântano nos resquícios de uma civilização antiga tem um, presumo eu. Todo mundo sabe que é uma coisa essencial. Indispensável. Já pensou se surge uma emergência?

Sabe, ultimamente passei a questionar essa importância.

Não é uma questão saudosista, do tipo “há vinte anos a gente não tinha celular e sobrevivia”. Não.

É mais uma questão do tipo “cachorrinho de nariz”.


Comecei a pensar no assunto quando li, outro dia, uma matéria sobre a telefonia celular e como no Brasil este serviço é o mais caro do mundo.
Repito em caixa alta: O MAIS CARO DO MUNDO (poderia inserir aqui um link para a matéria, mas este não é um blog jornalístico e, além de tudo, para que serve o Google?).
Ah, mais isso significa que temos qualidade no serviço, certo?
Bem. O meu celular não pega dentro da minha residência. O que acontece quando alguém me liga é eu ter que ligar de volta, porque não ouço nada. E as pessoas, por mais que eu avise, NUNCA me ligam em casa; sempre ligam no meu celular só para ouvir: “esp.... ...ão...  indo... Ada... Te ... aí; ... igo ... ...í!”
E respondem: “quê?”
Bom, eu não tenho paciência e desligo na cara, e já começo a retornar do telefone fixo. Invariavelmente, me deparo na chamada em espera da pessoa; que imediatamente apertou “rediscar” no milésimo de segundo que eu desliguei.
E me irrita especialmente o fato de pagar caríssimo para retornar uma ligação; o que não aconteceria se o celular funcionasse ou se a pessoa ligasse no fixo; que é garantido.
Isso não significa, vejam bem, que fora de casa o celular funcione. Ontem, mesmo, telefonei para Fofo avisando que ia chegar em casa mais tarde que o previsto. Ele atende:
- Fala, Karin.
- Oi, onde você está?
- Em ¨%&** (ruídos de estática).
- Onde?
- Em ¨%$¨&%¨&.
- Não entendi, cortou.
- EM ¨%¨#@#&!!!!!!!!
PURURÍÍÍÍ.... PURURÍÍÍÍÍÍ (barulhinho de “falha na chamada”, o que te obriga a tentar ligar de novo; conseguindo uma conexão na quinta tentativa, e pagando a taxa mais cara do mundo, ainda por cima).


Por outro lado, muita gente tem reservas em ligar na casa dos outros. Sempre dizem: “ah, mas eu vou te incomodar na sua casa?”
Verdade. Melhor ligar na minha pessoa. Na verdade, quem liga não quer se incomodar em ter que falar com outra pessoa que possivelmente atenda. Preferem ligar direto no celular ou no trabalho, onde a pessoa está certamente ocupada.

Claro que pagar caro por um serviço de m... Por um serviço péssimo me incomoda; mas este não é o pior aspecto de ter um número de telefone celular.

O comportamento das pessoas mudou de forma bizarra; e qualquer questão precisa ser resolvida imediatamente, não importa quão irrelevante. Não se distingue mais a urgência daquilo que pode esperar.
Isso gera uma obsessão ridícula por “estar conectado”; onde as pessoas acordam e já ligam seus telefones celulares, dão bom-dia no Facebook e atendem até quando no banheiro, em hospitais, em cinemas, e já vi até em aviões (com a comissária “dando uma dura” e a pessoa explicando que não pode desligar, porque é uma chamada urgente).

O problema não é só de quem recebe. É de quem telefona também. Aliás, especialmente de quem telefona.

Por exemplo: acho inaceitável atender celular durante uma aula, seja qual for. Quando estou na academia, deixo meu celular dentro do armário; pois não vou atender durante uma aula de ginástica onde  o som é altíssimo, por sinal.
Não raro, quando o recupero em minha bolsa, me deparo com a mensagem:  “1365 chamadas não atendidas”. Todas da mesma pessoa. Aí vejo 300 mensagens, dizendo: “KD VC? ATENDEEEEEEE!”; “NÃO CONSIGO TE LIGAR, PRECISO FALAR URGENTE”; e outras semelhantes.
Como sou um pouco sádica, resolvo fazer a pessoa suar mais um pouquinho.
Já que o celular não pega (e as pessoas não entendem que ligação em celular é para ser rápida; aproveitando para contar a vida inteira), espero para ligar de casa. Chego, ligo o computador -  3467 e-mails, com variações de assunto do tipo: “Socorroooooo, preciso falar com você urgenteeeeeee”; “Me ligaaaaaaaaaa”, etc.
Minha bondade aflora, eu me comovo  e  resolvo retornar. A pessoa já atende dizendo:
- Meu, tô tentando te ligar; só dá caixa postal!
- Tudo bem, e você?  - respondo – Eu vi que você está tentando me ligar, o que aconteceu?
- Nossa, liguei no seu celular, te mandei e-mail, mensagem... Até na sua casa eu liguei; mas não você não atendeu! Tava te procurando, urgente! – a criatura responde, ignorando as boas maneiras.
- Pois é, eu não podia atender. O que é?
- AH! Então... Eu tenho um trabalho para o dia 20 do mês que vem, eu preciso saber se você vai estar disponível.
- Ok... Daqui a 40 dias? Pode ser.
- Ah, é? Então ta bom. Mas ainda não fechei nada com o cliente, se for rolar eu te aviso, tá?

Super urgente. Inadiável.

Sei que às vezes a pessoa recebe a tarefa de entrar em contato do chefe que fica cobrando, mas não pode dizer: “eu já liguei, ela não está atendendo e eu deixei recado; vou ligar mais tarde”? Difícil, Né?
Eu também não atendo o telefone enquanto estou dirigindo. É lei, é comprovadamente perigoso e eu não atendo se não tiver onde encostar o carro sem atrapalhar o trânsito.
Às vezes, não atendo mas retorno logo depois.
A pessoa já atende com um raivoso “por que você não atendeu?”
Uma vez, juro: estava no metrô, e na época o celular ficava sem sinal quando entrava no subterrâneo. Quando saí, tinha uma ligação perdida. Retornei só para levar a bronca: “por que você deixa essa m*rda desligada? Pra que ter celular se não vai atender?”

As pessoas se tornaram tiranos mimados e imediatistas.

Que tal voltar à civilização? Dicas:
1 – Pode telefonar. Se a pessoa não atendeu, é porque não pôde. Então, por que em vez de ligar 50 vezes seguidas, não envia uma mensagem com o assunto? Tipo: “te liguei sobre um trabalho no dia 20, pode me retornar?” Só volte a ligar se a pessoa não retornar em, digamos, três horas. Ninguém tem a obrigação de ficar à disposição.
2- Não precisa ficar explicando que ligou e ninguém atendeu. A pessoa sabe que você ligou. E ninguém precisa te dar satisfação do porquê não atendeu.
3- Seja breve. Principalmente se a outra pessoa estiver pagando a ligação.
4 – Não obrigue o outro a gritar. Já passei por essa situação: a pessoa sem ouvir pedindo para eu falar mais alto. Eu não vou gritar no meio de um restaurante porque a ligação está ruim. Não está ouvindo, diga que liga mais tarde. De preferência, em um telefone fixo.

Ou o mundo muda, ou começarei uma rebelião: vou jogar fora o meu celular!!!



Escrito por Karin às 16h28
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I am Nikon

Estou de bom humor hoje.

Por isso, decidi não acabar com ninguém. Já entreguei o comercial no título, né.

Eu amo este comercial. Paro o que estiver fazendo para assistir. Demais!

Esta é a cena final do comercial - a versão importada; muuuuuuito legal: tem cena com o Robbie Willians em um show (I am alive); do Jamie Oliver ensinando sua filhinha a cozinhar (I am Jamie Oliver Jr). Tem a cena da menininha na montanha russa (I'm in heaven) com seu pai (I'm in hell). Vale a pena assistir (veja).

Tem também a versão que passa por aqui (veja), que tem algumas das imagens do importado. A melhor é a cena do furacão, com a sensacional frase: "Eu sou o que for preciso".

Por algum motivo esse hominho correndo me lembra meu cunhado - ele é fotógrafo, usa Nikon e é meio doido na hora de tirar fotos. Seria a cara dele sair correndo para tirar fotos melhores do furacão.

Enfim; não sei de quem é a autoria do comercial. Não sei se foi criado no Brasil e exportado ou o contrário.

Existe uma versão "brasileira" que é diferente da traduzida; acaba com um molequinho em frente ao Cristo Redentor (veja). Esta versão é assinada pela WMcCann; mas me parece tratar-se de uma adaptação do internacional. Ou, pelo menos, o internacional está mais legal.

Mas o comercial não é feito apenas de imagens sensacionais com frases bem colocadas. A música é um absurdo de perfeita para acompanhar as cenas - parece encomendada (não é: chama-se "Welcome home, son" do álbum "Ghost"; da banda "Radical Face"). A música chama a atenção; e aí o espectador é arrebatado pelas belas imagens.

Quem não fica arrepiado ao ver pela primeira vez, é de pedra.

Sem efeitos especiais. Sem roteirinhos retardados. Sem nonsense.

Claro. Direto. Elegante. Belo. Nikon!!!

Quero uma Nikon agora!!!! (me mandem uma de presente pelo jabá de mencionar os filmes em meu acessadíssimo blog).

Parabéns aos criadores. Bravo!!!

 

 

 



Escrito por Karin às 19h32
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Pôneis Malditos

Bom, já que todo mundo está falando, e a pedidos (oquei, talvez o plural seja um exagero; é a pedido - mas de um leitor fiel que provavelmente é metade da minha audiência); também falarei sobre os "Pôneis Malditos".

O comercial mostra um carro atolado no meio do mato, e o dono do carro xinga os "Pôneis Malditos" por não terem potência para tirá-lo do aperto (porque a potência do motor é medida em cavalos, e como o carro dele não tem potência, chamou de pôneis - ha-ha, clever). O filme mostra poneizinhos literalmente dentro do motor (uma idéia de infância, eu ficava fascinada com o conceito de "cavalo-vapor" acreditando tratar-se do animal real). Para ver o filme, clique aqui.

Claro que a ideia não é uma "p*ta sacada"; eu mesma já fiz uma gozação aqui no blog ao ver um estudo sobre o trânsito de São Paulo, que dizia que no rush os carros não andam mais rápido que uma galinha. Sugeri os carros "Chick" e" Rooster", com a potência do motor medida em galinhas-vapor. E recentemente minha irmã viu um comercial onde sugerem "vá de galinha"; provavelmente baseado no mesmo estudo - ou mais provavelmente ainda, leram o meu blog!

Enfim - com este conceito, fizeram um filme ridicularizando a potência de todos os carros que não sejam o do comercial, e para chamar a atenção usaram a imagem de bichinhos fofinhos e musiquinha meiga. A musiquinha chama a atenção por ser levemente irritante; já bichinhos sempre dão certo.

 

Pensei um pouco a respeito da questão: tenho algum problema com este comercial?

A resposta óbvia é sim; claro que tenho. Por que?

Ele chama a atenção. Mas, em primeiro lugar: se eu não tivesse colocado nos quadrinhos o frame onde está escrito o nome do carro (em letras garrafais) alguém saberia assim, de pensume, que carro é este?

Fiz uma enquete (perguntei para umas quatro pessoas):

- Viu o comercial dos Pôneis Malditos?

- Vi, super bonitinho, né?

- É... Que carro é aquele, mesmo?

- O dos pôneis? Não sei, não aparece.

- Não; o carro que estão anunciando - qual é?

- Não sei... Não é Pajero?

Tirando a parte onde a pessoa diz que não sabe qual é o carro que têm pôneis no motor; o resto é mais ou menos o diálogo com as pessoas em minha super enquete. Ninguém tinha certeza de qual carro era o anunciado.

A parte dos pôneis eu inventei porque foi exatamente o que me intrigou: qual carro será o dos pôneis? Queria saber, de qualquer jeito. Ter pôneis sob o capô é uma ideia muito atraente. O que me interessa a potência, se eu posso ter pôneis?

Claro que eu sei que não tem pôneis de verdade sob o capô. Mas me irrito com esses comerciais de carros na lama - já falei disso aqui (apesar de um amigo já ter me dito que nada melhor que "jogar o carro na lama", com qual frequência se faz isso? Vale a pena comprar um carro por essa, er, "vantagem?").

Para que você precisa de um carro que tenha potência para andar no meio de barrancos enlameados? Para poder acelerar mais rápido no trânsito, quando os carros andarem dez metros em vez de cinco, na hora do rush? A quase três reais o litro de gasolina, ter tantos cavalos de potência é mais desvantagem que benefício.

Claro que, em São Paulo, talvez fosse útil no verão; quando ocorrem aquelas tempestades bíblicas que inundam a cidade quase completamente, fazendo ter uma certa invejinha do carro-anfíbio de Jacques Costeau. Mas, quer saber? Aposto 10 contra 1 que, em uma situação onde a água passasse das rodas - como mostra o último quadrinho - o carro deixaria a desejar.

E vou dizer por que não creio nessa eficiência toda: certa vez, assistindo a uma palestra sobre efeitos especiais, descobri que em um comercial do naipe o carro teve que ser rebocado para conseguir sair do buraco; e os cabos foram apagados digitalmente para parecer que o carro tinha força para sair sozinho. Não duvido que seja o caso aqui.

Não que seja um problema enorme o carro não conseguir trafegar pelos córregos - poucos devem testar este recurso de verdade. Mas, se proibiram a veiculação de comerciais de cremes para pele onde Julia Roberts foi retocada no Photoshop; deveriam proibir comerciais que exageram na eficiência dos carros. Enfim.

E o que me intriga: no final, um poneizinho voa, manda um beijinho e diz: "te quiero". Por que em espanhol? Não entendi... Se bem que já falei sobre minha sensação com coisas em espanhol antes; vai ver é para dar uma sensação de "la garantia soy yo". Vai saber.

Minha picuinha final é que achei os "Pôneis Malditos" parecidos demais com o tal "Meu pequeno Pônei". Podiam ter mais personalidade.

Claro que é bem difícil fazer algo muito diferente quando se tem uma referência anterior muito forte; mas pelo menos as cores podiam ser outras - a semelhança maior com o desenho do "meu pequeno pônei" são as cores; inclusive dos cenários. Funciona porque é fofinho; mas podia ser um pouco mais autêntico.

Enfim; parabéns aos criadores - todos estão falando neste comercial; provavelmente ganhará um Leão ou algum outro prêmio. Infelizmente para a Nissan, estão falando mais dos pôneis do que do carro...

 



Escrito por Karin às 19h00
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AMERICA

Sim, gritei o título. Não, não estou achando que os americanos são muito melhores.

Estou enaltecendo meu restaurante favorito de todos os tempos (ou de desde quando era pequena e experimentei pela primeira vez).

O America (música glorificante ao fundo).

Eu amo o América. Até hoje, faz o melhor hambúrguer e a melhor pasta que comi na vida. E também, obviamente, as melhores onion rings.

Em toda lanchonete ou restaurante em que vou que tenha onion rings no cardápio, eu peço. Não adianta, a do America é a melhor. Já me disseram que a cebola do restaurante que seria, em tese, o principal concorrente (não é; não chega aos pés) é a melhor, mas provei e achei salgada e pesada.

Mas Karin... Por que você está falando de seu restaurante favorito? Está com fome? Está de dieta? Está com verba que dá apenas para comer miojo?

Não, querida meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não votam e não comentam meu blog.

Estou falando da coisa que mais gosto na vida: o Jabá!

E o que o Jabá tem a ver, vocês me perguntam.

Ué, Jabá é propaganda pura. É relacionamento com o cliente. É fazer com que um de seus clientes mais entusiastas escreva a seu respeito em seu blog com surpreendente número de acessos; já que ninguém comenta e nem vota (sim, voltei às indiretas!).

Oquei, já divaguei. Deixem-me explicar agora.

Desde que comecei a mandar comentários e sugestões ao América usando o SAC, começaram a me mandar convites para um jantar em meu aniversário.

Em primeiro lugar, adoro fazer aniversário. Ganho presentes, como bolo, as pessoas fingem que leem meu blog. Mas logo depois que passa me dá assim uma tristura, uma melancolia, um banzo.

Fui à minha caixa de correios no dia seguinte ao aniversário, e tã-dã!!!! Lá estava!!!!

Meu super-magnífico-suntuoso-munificente convite de jantar de aniversário do America!!!!

E o melhor é que você tem um prazo aí para ir; usei o meu exatamente um mês depois de meu aniversário, no dia 2 de julho (e agora vocês sabem que meu aniversário é no dia 2 de junho e podem me dar os parabéns nos comentários). Não porque não estivesse ansiosíssima para ir; mas foi um mês cheio de trabalhos e eu queria ir sem pressa, para aproveitar bem.

Afinal, tudo que é de graça é mais gostoso à enésima potência. Disse enésima? Quis dizer frilionésima.

Bom, agora vou contar quão magnífico foi o Jabá.

Eu e Fofo fomos ao América do Shopping Anália Franco.

Apesar de ser dentro de um Shopping, gosto muito dessa unidade. É uma unidade bem jabazeira.

Por exemplo: eu amo de paixão o molhinho Tex-Mex que acompanha alguns pratos. Venero. Salivei só de escrever o nome. Tomaria um copo com canudinho.

Toda vez que peço algum lanche que acompanhe este molho, peço ao garçom: "com dois Tex-Mex, por favor". Porque o potinho que vem o molho é muito pequeno para minha gula.

Na última vez que fiz este pedido nesta unidade, sabe o que o cozinheiro fez? Me mandou um potão com o molho (maior que um cinzeiro), além de espalhar o molho sobre o sanduíche.

Se eu precisasse um dia de uma última refeição, pediria este sanduíche (Mexican Burguer) preparado com essa exata quantidade de molho. Huuuummmmmm!!!!

Voltando ao jantar.

Abri com Onion Rings, claro.

Depois, fiz algo inédito: pedi um grelhado em vez de um hambúrguer ou uma massa, que são os dois itens que eu amo e sempre peço. Mas a conclusão é que se os dois primeiros são ótimos, este também há de ser.

Não me arrependi.  Pedi o Steak à Fiorentina; Babem:

Como podem notar, o prato já está metade em meu estômago, pois quando o vi meus neurônios se dedicaram inteiramente à atividade de devorá-lo; e eu quase esqueci de documentar para o blog.

O que ajudou a pedir o prato foi a descoberta de que me deixam pedir o Tex-Mex mesmo em um prato que não o acompanha, como podem notar na foto. Antes eu ficava meio limitada ao Mexican Burguer, Mexican Italian com 3 Molhos e Hot America. Agora, não: posso pedir o que quiser e mergulhar em Tex-mex!!!

Fofo, por sua vez, pediu um Italian Burguer. Parecia bom, mas ele não me deixou comer nenhum pedaço (boa ideia, era capaz de eu ter mordido a mão junto).

Finalizei com um Brownie. Demais. As sobremesas do America só têm um "defeito":  são grandes demais, quase uma refeição. E como os pratos são bem servidos, muitas vezes fica-se no dilema de comer um ou outro. Mas de graça, eu fiz uma "forcinha" e comi os dois!!!

Agora vocês vão dizer: mas Karin, você não falou de propaganda. Você só puxou o saco e fez fosquinha de ter comido de graça no America. E?

Oquei.

Deixe-me chamar a atenção para a qualidade deste convite:

Surpresa?

Check.

Irresistível?

Check.

Feliz e delicioso?

Check.

Convite lindo, bem diagramado, bem redigido e de bom gosto?

Check.

Pode parecer um detalhe besta, mas reparem nos convites que empresas costumam enviar. Qualquer tipo de convite: para uma inauguração, uma degustação, uma festa. Na maoiria das vezes é tosco. Tudo bem; se for algo de seu interesse, você vai e pronto.

Mas um convite bem-feito chama a atenção por colocar a empresa em outro nível. É importante se preocupar com a imagem da marca.

E, por fim, olha isso:

O convite vira um bolinho!!!

Atualmente ele se encontra sobre meu monitor (sim, eu ainda tenho monitor CRT, e daí? Me mostrem um LED te tela quadrada que eu troco), lembrando-me que falta menos de um ano para meu aniversário e quem sabe para uma nova, er, surpresa.

Me diverti montando o bolinho, que é outra demonstração da qualidade do convite. As dobras já vêm marcadas e existem fendas para encaixes, dispensando o uso de cola. E é picotado, não necessitando de tesoura. Quem criou sabe muito bem o que faz. Excelente! 

O bolinho lembra também que, apesar de eu ter adorado o jantar, fiquei com saudades do hambúrguer.

Até o final dessa semana, vou passar por lá!!! Nhaaaammmm!!!

 



Escrito por Karin às 20h34
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Mitsubishi Asx 2012

Quem já viu esse comercial?

É bonitinho.

Resumindo, o carro roda pela cidade e é perseguido por estátuas de animais, por algum motivo que desconheço. Para assistir, clique aqui (tô ficando moderna, em vez de tirar foto da tevê, eu procuro no iultube!).

É legal de assistir - as estátuas se mexem, tem bichinhos e tal.

Mas realmente eu não entendo. Por que as estátuas perseguem o carro e depois param?

Bem, segue minha interpretação:

Não precisa explicar minha versão; mas resumindo eu acho que o carro é tão, mas tão feio com esses olhinhos bravos e boquinha amuada que as estátuas queriam destruí-lo. A águia se suicida em uma tentativa final de amassá-lo.

Claro que é minha opinião; não acho o carro bonito. Mas obviamente nem todos concordam comigo:

Ponto positivo do filme: o carro é branco, cor que não agrada a todos. Entretanto, veículos de cores claras ajudam a combater o aquecimento global. Não sei se é a intenção (provavelmente é; ninguém produz um comercial caro desses para "dar ponto sem nó"); mas ajuda as pessoas a se acostumarem - e a longo prazo desejarem - carros claros.

Ponto para a Mitsubishi!



Escrito por Karin às 18h14
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Bleu de Chanel

Lá vou eu de novo pegar no pé de comercial de perfume.

Entendo a dificuldade; na verdade você está vendendo uma aguinha para camuflar o fato de que as pessoas, em seu estado natural, fedem. Não dá para fazer algo literal (se bem que alguns comerciais de desodorante até o fazem, alguns com resultados interessantes - tipo o do axe seco).

mas perfumes são mais difíceis; porque além de tudo ainda são carésimos.

Então tentam mascarar o produto como algo com utilidade além de fazer cheirar bem: vendem uma "atitude", uma postura, um status de quem usa a marca. Um je ne se qua.

No caso,a Chanel optou pelo comportamento "moleque mimado babão de fraldas dá um piti". Vide quadrinhos ilustrativos para uma reprodução fiel do comercial, apenas traduzida.

Aliás, por que os comerciais de perfumes têm que ser em inglês? Seria o português muito mundano para o glamour da marca? E se a pessoa não fala inglês?

Melhor não perguntar, senão posso desencadear uma discussão sobre "público alvo" que, no fundo, é mais uma enrolação para justificar quando algo não faz sentido.

Vai ver é por isso que eu não entendo. Não sou público-alvo desse perfume.

Enfim.

Mas isso é comum a todos os comerciais de perfume: têm pessoas bonitas, são em inglês (ou francês) e não fazem sentido.

Minha picuinha principal está no último quadrinho.

Começando pelo nome do perfume: "Bleu". Azul,em francês.

Para mim, em português soa quase como "eca". Exemplo:

- Sentei em um banco, na praça. Sem querer, coloquei a mão embaixo do banco e encostei em uma catota que alguém passou lá. Pior é que não tinha onde lavar a mão, e tive que ir assim embora para casa.

- Bleu! (Ou, como dizem na propaganda: "Bleeeeuuu"!)

Outra coisa: o slogan. "Be unexpected". "Seja inesperado", no sentido de surpreendente, imagino.

Bem, o que você não espera de um perfume? O que seria realmente surpreendente, ao experimentar uma nova fragrância? Que tenha cheiro de m... Bem. Que seja fedido. Exemplo:

- Olha o perfume novo que comprei. Cheira aqui.

- "Snif"... "Bleeeeuuuu"!

 



Escrito por Karin às 19h10
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"Carma"

Eu nunca fui uma pessoa fashion. Quando criança, parecia um moleque.

Mesmo já grandinha, lá pelos treze anos, não me ligava em moda. Minha mãe dizia: "você precisa de roupas novas, vamos ao shopping"; e eu: "Nããããooooo! ODEIO comprar roupas!!!"

Quem diria?

E, por me ligar tão pouco, até uns dezenove anos não sabia bem escolher roupas, meu "modelito" costumava ser calça jeans, camiseta e tênis, chegando a ficar ansiosa quando alguém me pedia a opinião sobre alguma roupa. Simplesmente não conseguia escolher.

Hoje já tenho uma noção do que gosto para mim, e, mesmo - sou alta e magra; então não tenho muitos problemas para me vestir.

Mas às vezes, andando pelos shoppings, fico perplexa com algumas vitrines - parece que as manequins estão embrulhadas em trapos ou dentro de sacos; uma vez cheguei a dizer para uma vendedora a respeito de uma blusa (acho) que ela trouxe:

- Não sei como se veste isso. Aliás, nem sei o que é isso. Leve de volta, não posso perder meia hora tentando adivinhar como se veste isso. É o que, um chapéu?

Além de já ter vestido coisas ao contrário. A vendedora vinha com aquele "serviu?" no provador, e eu:

- Bem, acho que sim - mas não gostei muito, sabe?

- Errr... Bem, você vestiu ao contrário, se vestir certo fica melhor, sabe? - dizia a vendedora.

Se bem que tudo tem limite.

Calça Saruel, por exemplo, nunca vou experimentar. E, se você tem uma, só tenho um conselho: tira isso e queima. E nem fale comigo se tiver usando. Vou fingir que não conheço.

Mas antigamente, conforme o tempo passava, comecei a me sentir pressionada a entender um pouco mais com o assunto. Na faculdade, por exemplo, minhas amigas eram todas bem vestidas e meio "patricinhas", de passar maquiagem para ir na faculdade. Eu ia toda largada, mas tentava acompanhar os assuntos, pelo menos.

Até que, um dia, estávamos sentadas no corredor durante o intervalo. Observávamos os passantes, e minhas amigas estavam aos cochichos, rindo de se acabar. Quis saber:

- Que foi?

- HAHAHAHAHAHA - faziam elas, sem conseguir respirar.

- Quié? QUIÉ? - angustiei-me.

- Esses meninos são uns ridículos - disse uma delas. - Basta chegar o verão e eles andam por aí todos de barra carmada.

- Onde? - perguntei, pensando: "o que seria uma barra carmada?"

Passou um mocinho.

- Olhaí, mais um de barra carmada!- disse minha amiga.

Eu imediatamente olhei para a barra de suas calças, tentando entender o que tinha de diferente - e de tão ridículo.

Enquanto isso, elas continuavam rindo de perder o fôlego, aos guinchos de "mais um! Mais um!", e eu olhava para as barras de suas bermudas, calças, o que estivessem usando. Não conseguia notar diferença nenhuma para barras comuns. A essa altura o corredor estava bem cheio; eu já tinha desistido e perguntei no tom de voz necessário para se fazer ouvir em um corredor barulhento:

- O que é barra carmada? - e, diante dos olhos arregalados de estupefação e raivosos "shhhhhhhhhhh" de minhas amigas, imediatamente percebi o que elas queriam dizer, corando de vergonha. Aparentemente, além de não ser féxiom, ainda era sem noção (sou um pouco até hoje).

Mas até hoje defendo minha confusão; pensa bem: "no verão esses ridículos saem de 'barra carmada'"?

Quase o mesmo que dizer que no inverno as mulheres usam polainas.

E, mesmo, hoje em dia não costumo ver tanta gente assim (aliás, ninguém) andando por aí com "barra carmada", mesmo no verão. Deve ser a idade...

 



Escrito por Karin às 20h17
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"Bostúculo"

(Conforme prometi há muito tempo, começarei a fazer comentários a respeito dos livros que leio. Primeiro, a série "Crepúsculo". Falarei logo de três de uma vez!!!!)

 

Eu sei, esse título é uma criancice. Copiei de uma ex-colega que costumava falar assim. Uma de suas manias era colocar um "bost" na frente do que não gostava. A primeira vez que ouvi, estava acessando o Orkut (ainda não existia o Facebook, que aposto que ela chamaria de "Bostbook", no mínimo). Ela olhou e disse:

- Ah, você tem conta no Bostut?

- Bostut? - perguntei.

- É, esse Orkut é uma b*sta. Não serve para nada, só para um monte de galinhas ficar dando em cima do meu namorado.

O namorado em questão era, digamos... De uma, er, beleza não-convencional, por assim dizer. E ela morria de ciúme daquilo, vai entender.

Ela falava assim de várias coisas, como por exemplo Harry Potter, que ela chamava de Harry Boster. Um dia perguntei:

- Você já leu Harry Potter?

- Claro que não; é uma b*sta! - respondeu, com sabedoria.

Vejam bem: eu já tinha visto Harry Potter nas livrarias várias vezes, mas achava que era literatura infanto-juvenil. Até que um dia, na academia, uma colega recomendou dizendo que a série estava entre os melhores livros que ela já leu; e eu resolvi comprar. Claro que o primeiro, apesar de bom, é meio infantilzinho. Mas vai melhorando cada vez mais, e quando o sétimo e último livro chegou na minha casa quase morri de emoção. De fato, foi uma das melhores coisas que li na vida. Falei isso para a fofa, e ela acabou lendo e dando o braço a torcer. Meu argumento principal era que, se havia milhares de leitores fanáticos no mundo todo, não poderia ser ruim.

Com esse raciocínio, comprei os três primeiros livros da série Crepúsculo (me recuso a chamar isso de "saga") em uma promoção, só faltando o tal "Amanhecer", que é o último. Tive algumas reservas, pois não costumo gostar de coisas de vampiros - acho uma cafonice, um saco.

Bem... Milhares de leitores estavam errados. 

Para ser justa, a história começa até interessante. Claro que você antipatiza com a personagem principal (Bella) logo de cara, pois a mala chama o pai de "Charlie" em vez de "pai". É uma chata de galochas que está sempre de mau humor. Mas aí você começa a gostar quando aparece o tal vampiro (Edward), porque ele a trata mal. Eles são obrigados a se sentar juntos na aula de ciências; ele fica com "carão" o tempo todo e ela sem saber por quê.

Mas aí ele resolve que está apaixonado por ela. A partir desse ponto, o vômito se torna inevitável.

Primeiro que ela é uma néscia que só se mete em encrencas, entrando deliberadamente em situações perigosas e sendo invariavelmente salva por ele. A mesma história antiquíssima de "Mocinha retardada salva pelo galã valente".

Além disso, ele tem 17 anos na história (na verdade ele tem uns 400 anos, mas aparência de 17; idade em que foi mordido). Ela também, mas vai fazer 18 e quer que ele a morda para que ela não envelheça mais (porque viraria vampira).

Fora que tem o lobisomem (sim) que também é apaixonado por ela, e também não envelhece. Tem uma parte que ela comenta: "Eu sou a única que tem que ficar velha? Eu fico mais velha a cada maldito dia! Mas que droga! Que mundo é esse? Onde está a justiça?", como se isso fosse um defeito (página 93 de Eclipse, pois vários me disseram que isso não tem no livro  - bem sabem que é ridículo. E, sim, com ênfase nessas palavras).

O livro inteiro é uma interminável sucessão de diálogos melosos de namoradinhos adolescentes. O tempo todo, ele fala que o cheiro dela é bom e ela fala que ele é lindo. Além do que, ele dorme escondido no quarto dela todos os dias, porque não podem ficar cinco minutos separados. Realmente, é de lascar!

O primeiro livro é o que eles se apaixonam, etc, e não acontece nada. Bem, até acontece - ela ignora totalmente a própria família, vivendo o tempo todo com a família dele. Um dia, estão jogando baseball no mato (sim!) e aparece outro grupo de vampiros.

Ah, e aliás ela está segura com os vampiros da família do Edward porque eles são vegetarianos - só bebem sangue de puma, de urso e de outros animais (o que não os torna hematófagos, de jeito nenhum!!! Aliás, chamam vampiros que bebem sangue de gente de carnívoros - parabéns!).

Obviamente, os animais não são importantes. Oxalá matar um personagem tosco. A autora pensou em como resolver o problema da fome dos vampiros vegetarianos e decidiu que fazê-los matar animais em extinção era o canal.

 Enfim; a marmota encontra o grupo de outros vampiros e um deles tenta comê-la, e a família do Edward o mata. Fim.

O segundo livro, Lua Nova, fala um pouco mais do amiguinho lobisomem. Ele até aparece no primeiro livro, mas sem muita expressão. Jacob é seu nome; e obviamente ele é apaixonado por Bella.

Ah, também um monte de gente da escola dela é apaixonada por ela.

O Jacob é um índio. Aliás, ele e sua família são todos índios extremamente caipiras estereotipados, um chuchu.

Neste livro, o tal Edward decide se afastar da Bella mala, dizendo que é para sua (dela) própria segurança. Ela se deprime, fica "com um buraco no peito" e não acontece nada no livro inteiro. Existe a ameaça de uma vampira que era companheira do vampiro que mataram no primeiro livro e que quer comê-la (e que, se bobear, era apaixonada por ela). Mas ela nem chega a aparecer no livro. Ela só rouba uma calcinha do quarto de Bella e é este o indício de sua presença (claro que ela não rouba uma calcinha, mas rouba roupa suja - importantíssimo!).

O tal Jacob descobre que é lobisomem. Ele quase fica com ela, mas no fim ela volta para o Edward. Isso acontece porque ele pensa que ela morreu e tenta se matar. Ele ia se expor ao sol para fazer isso, mas nesse livro os vampiros não morrem ao sol. Eles brilham feito purpurina (ui!). Ele ia brilhar feito purpurina e ser morto por outros vampiros raivosos por ele ter se revelado. Bella vai até ele, prova que está viva, ele não brilha, os outros não o matam e nada acontece. Fim.

O terceiro livro - Eclipse - que os fãs da série dizem que "é mais dinâmico que os outros dois" foi, talvez, o mais doloroso de ler. É uma enorme enrolação de uma guerrinha infantil entre vampiros e lobisomens, até que eles clicheiramente "decidem se unir contra um inimigo comum": a tal vampira que quer matar a Bella.

Eles a matam. Edward pede Bella em casamento. Ela, que não desgrudava dele desde o primeiro livro e ficava com buraco no peito quando estava longe, não quer se casar. Só para ser do contra.

Um detalhe: em todos os livros, a autora não se cansa de dizer que ele "é duro feito pedra". E gelado. O Jacob é quentinho, mas não vem ao caso. Enfim.

Quando o Edward pede a Bella em casamento, ela quer, bem, consumar a relação (e com todo esse grude ainda não aconteceu, pasmem!). Ele se recusa (!). Aparentemente, a parte que devia ser dura, não é (sim, eu disse isso).

Ele quer casar primeiro (ecaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Pausa para engolir o vômito). Ela o faz prometer mordê-la se ela aceitar. Ele concorda. Ela aceita. Fim.

Falta o último: Amanhecer.

Decidi não ler. Ler os três primeiros foi horrível. Acho que já sei o suficiente da história para merecer o privilégio de chamá-la de "Bostúculo".

"Ah, mas o último é o melhor", já me disseram alguns fãs inexplicáveis da série.

Sinto muito, não caio mais nessa. vou dizer algo sobre essa historinha: it sucks; and you're all stupid for liking it.

Pronto. Falei.

Os filmes não são muito melhores, aliás. Pelos trechos que assisti, parecem fiéis. Comentários a respeito: Edward usa batom. Jacob é mau ator. Bella tem cara de sono. Fim.

É tudo tão chato que até os balõezinhos ficam sem graça. Odiei.

Stephenie Meyer, you suck! Die, Stephenie Meyer, die!!!

Ah, e uma última coisa: se você vai escrever uma história que envolve vampiros, atenha-se à "lenda": vampiros morrem ao sol; e não brilham. Eles são maus por natureza e não se apaixonam, pois não têm "alma". Não podem comer alho e nem entrar em igrejas. O contato com cruzes os queima. Com água benta, também. Dormem em caixões e são capazes de se transformar em morcego.

Pegar um monstro criado por outro e mudá-lo para servir à sua historinha medíocre não vale. Quer que seu monstro brilhe no sol, crie seu próprio monstro. Faça o favor de não c*gar na criação dos outros.

Agora é fim.

 

 

 



Escrito por Karin às 17h59
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Fofurices

Sabem... Como ninguém, eu sou perfeita. Ou seja, não sou (ninguém é perfeito).

Bobeiras à parte, acho que se tivesse que apontar um "defeito" meu, seria a curiosidade.

Não estou falando em curiosidade normal. Estou falando em uma dolorosa curiosidade.

Uma amiga do trabalho achava a maior graça quando ela estava em sua mesa e eu aparecia para bater um papinho. Ela sentada, eu em pé; quase involuntariamente ia pegando cada objeto de sua mesa, examinando com as mãos e colocando de volta.

Para mim, não dá para alguém chegar e dizer: "olha a minha caneta nova." Eu não vou olhar; vou estender a mão com um "dá aqui" subentendido, examinando a caneta por todos os ângulos, além de tirar a tampa ou apertar botões, se houver. Aí sim, considerarei "visto".

Quer me torturar; deixe algum objeto interessante fora de meu alcance. Ou diga que soube de uma coisa incrível que não pode me contar. Eu o(a) espancarei até a morte. Também ja-mais me diga: "veja com os olhos, e não com as mãos". Vou te odiar para sempre.

Não é curiosidade de, sei lá, saber as fofocas para passar adiante ou nada assim. O que quer que seja, assim que tenho a informação, ela perde o interesse imediatamente. Mesmo que seja prova irrefutável de que Bin Laden está vivo, sei lá. Quero saber. Depois, não importa. Mas, no segundo que alguém diz que vai me contar algo, não consigo disfarçar minha empolgação. Olhos arregalados, coração acelarado, saltitos. É incontrolável.

Tudo isso me leva a um feliz dia, quando, no banco de passageiros do carro de Fofo, abri o porta-luvas (involuntariamente) para ver o que tinha dentro.

Me deparei com isso:

Um presente!

- QUIÉISSO?!- perguntei, com taquicardia por me deparar com um embrulho FECHADO.

- O que? - responde Fofo, devagar demais para o meu gosto (impressão causada pela adrenalina de encontrar um embrulho intacto).

- ISSO! ESSEMBRULHAQUI! - respondo ofegante, já pegando-o. Era pesado! De acordo com Jurassic Park, se é pesado; é caro. Um tesouro! Um objeto extremamente valioso! No mínimo, um gadget. Com certeza, algo interessantíssimo e surpreendente.

- Ah. Isso? - pausa extremamente longa - Ganhei na convenção.

Em choque pela constatação de que Fofo voltara de uma convenção há quase duas semanas com um embrulho que jogara no porta-luvas do carro sem saber - e sem querer saber! - o que tinha dentro, perguntei em pânico:

- POSSOABRIR?

- ....(eternindade) Ah, sei lá, abre aí. E fala mais baixo, só tem eu no carro.

Sem me importar com a reprimenda e com as mãos trêmulas de antecipação, praticamente destuí o embrulho misterioso com os dentes. Olhei dentro, felicíssima, e me deparei...

...Com isso.

Ainda em "transe", fiquei por alguns segundos tentando entender o que estava vendo.

- Que diabo é isso? - perguntei, finalmente.

Fofo olhou, meio sem interesse (não me conformo):

- Tcho vê. Ah, legal.

- Legal o que? É uma pedra? Pra que serve?

- Não; é que eles fizeram uma palestra, tinha uns lances com esses desenhos aí, era um negócio muito louco, bem legal.

- Que negócio legal? O QUE ERA?

- Ah, não lembro. Mas era legal.

Como de costume, perdi imediatamente o interesse após saber o que era; e agora a tal pedra, tijolo ou sei lá o que está em meu canteiro, acumulando pó. O que me levou a pensar em brindes. E no que significava o embrulho.

Alguém responsável por brindes pensou e concluiu que uma pedra seria um presente ideal para centenas de pessoas em um evento. Brilhante.

Não levem a mal, gosto de rochas, tenho algumas - tipo cristais, ágatas - pedras bonitas, sabe? Não um tijolo.

Entendo a dificuldade da escolha de um brinde. Não deve ser fácil. Você tem que pensar em algo que agrade um público que às vezes é composto de centenas de pessoas, e dificilmente a verba para isso é alta. Você pensa em algo útil. Uma caneta? Muito comum. Um bloco? Vai mofar em uma gaveta. Mochila? Uma boa, mesmo, é muito cara. E uma que seja barata ficará encostada.

No fundo, quem presenteia alguém quer surpreender. Quer algo diferente, que o presenteado não esperará e ficará agradavelmente surpreso, e feliz com o mimo. Isso já é difícil de se fazer com alguém que se conhece bem, imagine com centenas de desconhecidos.

Mas uma PEDRA?

Ainda se fosse só a pedra. Talvez Fofo não esteja completamente sem razão com sua falta de curiosidade. Certa vez, em outra convenção, voltou com isso:

Sabe que na foto até parece bonitinho? Acreditem. Não é. É uma tranqueira desnecessária e feia, que um ser humano normal só guardaria se tivesse sido feita por seu filhinho de cinco anos (perguntei para Fofo se podia jogar fora, e ele não deixou! "Tá" lá, juntando pó na estante).

Imagino que quisessem dar de brinde algo que lembrasse o local da convenção; para isso nada melhor que uma amostra do artesanato local. Como resultado, escolheram "qualquer m*rda".

Não tenho nada contra artesanato. Até compro, de vez em quando. Apesar de não gostar de badulaques, tenho em minha estante de livros uma peça que comprei que eu adoro:

Tudo bem, não foi barato - paguei sessenta pilas. Mas não sei se o tal carrinho foi tão barato; na frente dele tem o nome de Fofo inteiro, por extenso. Todo mundo recebeu um. É personalizado. Com certeza, deve ter sido caro.

E se não tiver verba? Bem, outro dia comprei isso:

Adoro esse bonequinho. Paguei cinco reais; e era de uma ONG que ajudava moradores do sertão ou algo assim. Aposto que em grande quantidade sairia baratinho.

Como todo artesanato, é "inútil"; mas pelo menos este é bem-feito.

Claro que nem sempre os brindes são ruins; certa vez Fofo voltou com um livro. Mas este é um bom brinde para 1% da população, aparentemente. Eu aproveitei o brinde, em vez de Fofo. Provavelmente ele teria preferido uma trufa, sei lá.

Por que não dão um vale-presente de uma loja que tem de tudo?

Garanto que a possibilidade de agradar a todos seria bem maior. Afinal, quem não gosta de dinheiro?

Imagine a pessoa abrindo um envelope com o logo da empresa, olhando dentro e encontrando o vale-brinde. Só vai poder dizer, com lágrimas de felicidade nos olhos:

- É lindo! 

 

 

 



Escrito por Karin às 19h44
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Axe Excite (é isso?)

Lá vou eu implicar de novo com os comerciais do Axe. Mas, gente - merecem, não?

Este comercial - o do Axe Excite (ou algo assim), até que é bem bonito. Chama a atenção. Claro, seguindo o padrão dos comerciais de Axe, o modelo usuário de Axe é um feioso qualquer - suponho que para dar a entender que basta passar Axe para atrair as mulheres mais lindas, mesmo que você seja um feioso ridículo.

Vamos a ele:

Quem quiser ver, clique aqui.

Para quem é como eu e tem preguiça de clicar em vídeos da internet, uma breve sinopse:

Cidadezinha pacata é perturbada pela queda de coisas do céu. Estas "coisas" são, na verdade, anjos (anjos meninas, sendo que todo mundo sabe que na realidade anjos não têm gênero, hunf). Os anjos caíram porque sentiram cheiro de axe, e quiseram ir atrás, e as mocinhas desistiram de sua condição de anjos para atacar o mocinho feioso.

A estética do comercial é muito interessante, e na primeira vez que vi captou minha atenção de cara (estava lendo em frente à tevê e parei para ver do que se tratava).

As asas das anjos são perfeitas e lindas, me deu até vontade de ter asas. Tudo muito bem feito e bem produzido. E bonito.

Então? Qual é a implicância, sua chata?

"Até os anjos cairão", é o slogan do troço.

"Até", implica que outras coisas caem. Já suponho que sejam urubus, moscas, o que estiver passando.

É um comercial de desodorante!

Nos desenhos, o que acontece quando querem representar que alguma coisa fede muito? Tudo em volta despenca - moscas, passarinhos, etc.

Até os anjos.

 



Escrito por Karin às 20h29
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