A propaganda e as mulheres
Há algum tempo, aconteceu uma polêmica com um comercial da Hope (lingerie). Para quem não se lembra, o comercial era estrelado por ninguém menos que Gisele Bundchen; e mostrava o jeito errado e o certo de dar más notícias. O errado era ela de roupa social, dizendo que bateu o carro; e o certo era dar a mesma notícia usando (apenas) a lingerie Hope. Quem não se lembra pode conferir aqui. 
Usei o balãozinho estrategicamente para que as pessoas não se distraiam com a imagem. Continuando. A polêmica toda ocorreu porque algumas pessoas consideraram o comercial "ofensivo às mulheres" - diziam ser um retrocesso, que transformava as mulheres em objetos dos maridos, etc. Por sua vez, alguns mocinhos contra-argumentaram que o comercial era ofensivo aos homens, porque os tratava como retardados diante de mulheres seminuas (sinto muito, queridos, mas a ciência já comprovou, mais de uma vez, que os homens tomam decisões erradas e correm mais riscos quando diante de mulheres bonitas. Um exemplo que vem à mente foi um estudo em que fizeram homens resolverem problemas matemáticos - uma vez sozinhos, outra vez com outra pessoa na sala, e uma terceira vez com uma mulher bonita na sala. Apenas na terceira vez cometeram muitos erros - podem pesquisar, é fato!). Enfim. Compreendi perfeitamente o que o comercial queria dizer - eu mesma senti dificuldades em me concentrar no que a magnífica Gisele estava dizendo. Aliás, se tanto, o comercial é enganoso - afinal, em se tratando de Gisele, mesmo que estivesse de calcinha furada da vovó o efeito seria devastador. Já algumas mortais, nem com a mais bela das lingeries. Muito mais, er, ofensivo do que a situação colocada são as "más notícias" que ela tem a dar - essas sim, são sexistas. Afinal, as mulheres pagam seguros de automóvel mais baratos porque dirigem melhor. E há muito trabalham fora e têm muito bem como pagar o que desejarem comprar sem ter que dar satisfação a ninguém. A terceira opção - a da sogra ir morar com o casal - é completamente irrealista, visto que as sogras costumam "paparicar" os genros - pelo menos, a maioria das que conheço são assim. As "más notícias" são toscas e antigas, sim; mas não motivo para tirar o comercial do ar. Muito me surpreende que este comercial tenha gerado tanta polêmica (estava todos os dias nos principais portais por umas duas semanas); e a aberração abaixo, nenhuma: 
Resumidamente - a mulher está cumprindo seu suposto papel na sociedade, que é viver exclusivamente em função dos filhos - no caso, levando os remelentos à escola. O molequinho derruba o iogurte no chão e a mulher quase se suicida porque terá que limpar, já que, de acordo com este tipo de comercial, é seu outro papel na sociedade. Ela usa o Veja Panos Umedecidos (revolucionário!!!! - pelo menos é a palavra usada no comercial. Vamos fingir que não existem produtos do naipe no mercado há mais de 20 anos). Ela comemora por não ter usado um balde. Em seguida, todas as mulheres do mundo comemoram, fazem "Ola", fazem "uhu" porque a existência desse produto tosco é a melhor notícia de suas patéticas existências. Este, sim, é um comercial que tenta colocar as mulheres "em seus lugares". De fato, os criadores (nome aos bois: Euro RSCG) se superaram na cretinice. E ainda têm a pachorra de colocar um "making of" online, como se essa tosquice fosse genial! Lamentável. Revoltante. Nojento! "Ah, mas Karin, o público alvo do produto responde bem a este tipo de comunicação", irão alguns tentar justificar a m*rda. De jeito nenhum. Se estão se referindo a donas de casa das "antigas", que cuidam da casa e não trabalham fora, esta é o tipo que pensará no custo-benefício e preferirá usar o balde, mesmo. Este tipo de produto é para quem não tem tempo a perder. Uma executiva, ou um executivo. Exemplos: mulher viajará a negócios. Na saída derruba alguma meleca e, para não viajar e deixar a meleca no chão por uma semana, usa essa m... Usa o produto. Executivo mora sozinho, vai sair para trabalhar e, na volta, trazer a namorada em casa. Derruba uma meleca, não terá tempo de limpar na volta e não quer que a namorada pense que é um desleixado. Usa o trocinho. E, que tal um exemplo com essa exata situação mostrada no comercial? Mulher vai levar as crianças na escola. Molequinho derruba o iogurte. Mulher diz: "Juquinha! Quem mandou não tomar cuidado? Agora vai limpar! E rápido, para não chegar atrasado na escola!" Molequinho faz "uhu" quando vê que é fácil limpar. Dando a entender que o produto é tão prático e fácil de usar que até uma criança consegue se virar. A explicação desnecessária é para quem é tonto o suficiente de fazer um comercial onde as mulheres comemoram com "uhu" o "lançamento" de um produto de limpeza e ainda tem a arrogância de colocar um making of no ar. Do jeito que está, é uma "despropaganda" - afinal, as mulheres tomam 90% das decisões de compra de produtos. Como uma consumidora que vai às compras, mudei para Ajax - e, sim, a culpa é desse comercial. Sigam-me os bons! ps - chamaram-me a atenção para o fato de que, nem sempre, o que vai ao ar é o que a agência gostaria de fazer. Reconheço que existem muitas imposições do cliente; porém não é desculpa para uma mentalidade do século retrasado. Esse tipo de comercial tem que mudar. Já! Por isso boicoto a empresa.
Escrito por Karin às 14h20
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Sede é tudo
O Slogan da Fanta é: “Imagem não é nada. Sede é tudo.” Bom. Isso deve ser verdade no deserto. Ou em um dia como hoje, em São Paulo, debaixo do sol em calcinantes trinta graus de temperatura. E, mesmo, nessa situação você quer é água. Não Fanta, que é super doce, eca . 
Bem, agora que o “tema” do blog foi mantido, vou elaborar e falar de algo que não tem nada a ver com Fanta. Mas ainda vou usar o slogan, levemente modificado. Só um tico, prometo. “Imagem é tudo. Também é tudo.” Sim. Imagem é tudo. Vou desenvolver esta reflexão profundíssima. Assisti ontem ao show do Guns n’ Roses, no Multishow. Foi... Interessante. Li que ao final do show mais da metade do público já tinha ido embora. O motivo foi, na verdade, a chuva – além do desconforto, causou o maior atraso de show no Rock in Rio. Começou às 3 da manhã, acho. Debaixo de chuva, ninguém merece. Eu gostei do show mas... me deu um banzo, sabe. EU era fã de Guns quando a banda surgiu. Tinha 15 anos, um bebê. Não sei quantos anos tinha Axl na época; mas sei que grande parte do sucesso da banda se devia ao seu charme. Convenhamos, ele era um cara “sexy”, e isso tinha um apelo muito favorável: a banda entrava com a boa música, e ele com a boa imagem. Não era apenas que ele era bonitão; também sabia dançar, e suas danças sinuosas deixavam as mulheres (e alguns homens) loucos. 
Pois bem. Vinte anos se passaram, e, apesar de o show ter sido bom, a música continuar boa (mesmo com a ausência de integrantes importantes da formação original); o primeiro comentário que ouvi a respeito e um monte de chamadas que li nos principais portais foram: “O Axl está gordo!”
Realmente. Não tem a mesma graça. O som ainda é bom, mas por que ele está, além de acima do peso, com cara de caipira texano? Também fiquei com uma certa aflição: dava a impressão de que ele ficava super sem fôlego para cantar as músicas, uma sensação de que ele estava sofrendo. A chuva judiou, claro – de vez em quando ele chutava a água no chão do palco, claramente frustrado com a chuva que não parava, e dava para notar que seus jeans estavam molhados e pesados; ele devia estar muito desconfortável.
Apesar de tudo, ele procurou ser simpático e fez algumas de suas dancinhas, porém não combina mais. A dança está certa, mas a imagem está errada.
“Mas, Karin, também! Já se passaram vinte anos, você quer que o cara esteja igual?” - dirá minha ilustríssima meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não comentam e nem votam no meu blog. 
Quero. O problema não é ter envelhecido – basta ver Mick Jagger, muuuuito mais velho e dançando como se os Rolling Stones fossem estreantes; e a imagem combina. Por que? Porque ele está em forma. E provavelmente o assessor de imagem dele não o deixa vestir-se como um red-neck texano, obviamente. Steven Tyler, do Aerosmith, é outro exemplo – tudo bem que há pouco tempo ele quebrou o quadril durante um show, mas mantém ainda grande parte do charme que sempre lhe foi característico. Por que? Porque está em forma.
Há algum tempo, começou a discussão que dura até hoje a respeito da “ditadura da magreza”, e do padrão de beleza inatingível “imposto” às mulheres. Bem, parece que agora os homens também são “vítimas”. Como eu continuo com minha campanha contra a “beleza real”, só tenho um comentário: já não era sem tempo! Ainda gosto de Guns, mas por enquanto, acho que vou me contentar com o CD... ps - como não tô em casa, fiz minhas super-montagens e balõezinhos no Power Point... Ficou tosco, mas tô morrendo de orgulho!
Escrito por Karin às 19h20
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Oi! É Claro que Vivo para TIM!, E por que odeio celulares
Como todo mundo no mundo, sou a feliz proprietária de um aparelho móvel de telefonia celular. Coisa muito importante. Até o pigmeu que mora em uma caverna no meio do pântano nos resquícios de uma civilização antiga tem um, presumo eu. Todo mundo sabe que é uma coisa essencial. Indispensável. Já pensou se surge uma emergência?
Sabe, ultimamente passei a questionar essa importância.
Não é uma questão saudosista, do tipo “há vinte anos a gente não tinha celular e sobrevivia”. Não.
É mais uma questão do tipo “cachorrinho de nariz”.

Comecei a pensar no assunto quando li, outro dia, uma matéria sobre a telefonia celular e como no Brasil este serviço é o mais caro do mundo. Repito em caixa alta: O MAIS CARO DO MUNDO (poderia inserir aqui um link para a matéria, mas este não é um blog jornalístico e, além de tudo, para que serve o Google?). Ah, mais isso significa que temos qualidade no serviço, certo? Bem. O meu celular não pega dentro da minha residência. O que acontece quando alguém me liga é eu ter que ligar de volta, porque não ouço nada. E as pessoas, por mais que eu avise, NUNCA me ligam em casa; sempre ligam no meu celular só para ouvir: “esp.... ...ão... indo... Ada... Te ... aí; ... igo ... ...í!” E respondem: “quê?” Bom, eu não tenho paciência e desligo na cara, e já começo a retornar do telefone fixo. Invariavelmente, me deparo na chamada em espera da pessoa; que imediatamente apertou “rediscar” no milésimo de segundo que eu desliguei. E me irrita especialmente o fato de pagar caríssimo para retornar uma ligação; o que não aconteceria se o celular funcionasse ou se a pessoa ligasse no fixo; que é garantido. Isso não significa, vejam bem, que fora de casa o celular funcione. Ontem, mesmo, telefonei para Fofo avisando que ia chegar em casa mais tarde que o previsto. Ele atende: - Fala, Karin. - Oi, onde você está? - Em ¨%&** (ruídos de estática). - Onde? - Em ¨%$¨&%¨&. - Não entendi, cortou. - EM ¨%¨#@#&!!!!!!!! PURURÍÍÍÍ.... PURURÍÍÍÍÍÍ (barulhinho de “falha na chamada”, o que te obriga a tentar ligar de novo; conseguindo uma conexão na quinta tentativa, e pagando a taxa mais cara do mundo, ainda por cima). Por outro lado, muita gente tem reservas em ligar na casa dos outros. Sempre dizem: “ah, mas eu vou te incomodar na sua casa?” Verdade. Melhor ligar na minha pessoa. Na verdade, quem liga não quer se incomodar em ter que falar com outra pessoa que possivelmente atenda. Preferem ligar direto no celular ou no trabalho, onde a pessoa está certamente ocupada.
Claro que pagar caro por um serviço de m... Por um serviço péssimo me incomoda; mas este não é o pior aspecto de ter um número de telefone celular. O comportamento das pessoas mudou de forma bizarra; e qualquer questão precisa ser resolvida imediatamente, não importa quão irrelevante. Não se distingue mais a urgência daquilo que pode esperar. Isso gera uma obsessão ridícula por “estar conectado”; onde as pessoas acordam e já ligam seus telefones celulares, dão bom-dia no Facebook e atendem até quando no banheiro, em hospitais, em cinemas, e já vi até em aviões (com a comissária “dando uma dura” e a pessoa explicando que não pode desligar, porque é uma chamada urgente).
O problema não é só de quem recebe. É de quem telefona também. Aliás, especialmente de quem telefona.
Por exemplo: acho inaceitável atender celular durante uma aula, seja qual for. Quando estou na academia, deixo meu celular dentro do armário; pois não vou atender durante uma aula de ginástica onde o som é altíssimo, por sinal. Não raro, quando o recupero em minha bolsa, me deparo com a mensagem: “1365 chamadas não atendidas”. Todas da mesma pessoa. Aí vejo 300 mensagens, dizendo: “KD VC? ATENDEEEEEEE!”; “NÃO CONSIGO TE LIGAR, PRECISO FALAR URGENTE”; e outras semelhantes. Como sou um pouco sádica, resolvo fazer a pessoa suar mais um pouquinho. Já que o celular não pega (e as pessoas não entendem que ligação em celular é para ser rápida; aproveitando para contar a vida inteira), espero para ligar de casa. Chego, ligo o computador - 3467 e-mails, com variações de assunto do tipo: “Socorroooooo, preciso falar com você urgenteeeeeee”; “Me ligaaaaaaaaaa”, etc. Minha bondade aflora, eu me comovo e resolvo retornar. A pessoa já atende dizendo: - Meu, tô tentando te ligar; só dá caixa postal! - Tudo bem, e você? - respondo – Eu vi que você está tentando me ligar, o que aconteceu? - Nossa, liguei no seu celular, te mandei e-mail, mensagem... Até na sua casa eu liguei; mas não você não atendeu! Tava te procurando, urgente! – a criatura responde, ignorando as boas maneiras. - Pois é, eu não podia atender. O que é? - AH! Então... Eu tenho um trabalho para o dia 20 do mês que vem, eu preciso saber se você vai estar disponível. - Ok... Daqui a 40 dias? Pode ser. - Ah, é? Então ta bom. Mas ainda não fechei nada com o cliente, se for rolar eu te aviso, tá? Super urgente. Inadiável. Sei que às vezes a pessoa recebe a tarefa de entrar em contato do chefe que fica cobrando, mas não pode dizer: “eu já liguei, ela não está atendendo e eu deixei recado; vou ligar mais tarde”? Difícil, Né? Eu também não atendo o telefone enquanto estou dirigindo. É lei, é comprovadamente perigoso e eu não atendo se não tiver onde encostar o carro sem atrapalhar o trânsito. Às vezes, não atendo mas retorno logo depois. A pessoa já atende com um raivoso “por que você não atendeu?” Uma vez, juro: estava no metrô, e na época o celular ficava sem sinal quando entrava no subterrâneo. Quando saí, tinha uma ligação perdida. Retornei só para levar a bronca: “por que você deixa essa m*rda desligada? Pra que ter celular se não vai atender?” As pessoas se tornaram tiranos mimados e imediatistas. Que tal voltar à civilização? Dicas: 1 – Pode telefonar. Se a pessoa não atendeu, é porque não pôde. Então, por que em vez de ligar 50 vezes seguidas, não envia uma mensagem com o assunto? Tipo: “te liguei sobre um trabalho no dia 20, pode me retornar?” Só volte a ligar se a pessoa não retornar em, digamos, três horas. Ninguém tem a obrigação de ficar à disposição. 2- Não precisa ficar explicando que ligou e ninguém atendeu. A pessoa sabe que você ligou. E ninguém precisa te dar satisfação do porquê não atendeu. 3- Seja breve. Principalmente se a outra pessoa estiver pagando a ligação. 4 – Não obrigue o outro a gritar. Já passei por essa situação: a pessoa sem ouvir pedindo para eu falar mais alto. Eu não vou gritar no meio de um restaurante porque a ligação está ruim. Não está ouvindo, diga que liga mais tarde. De preferência, em um telefone fixo. Ou o mundo muda, ou começarei uma rebelião: vou jogar fora o meu celular!!!
Escrito por Karin às 16h28
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I am Nikon
Estou de bom humor hoje. Por isso, decidi não acabar com ninguém. Já entreguei o comercial no título, né. Eu amo este comercial. Paro o que estiver fazendo para assistir. Demais! 
Esta é a cena final do comercial - a versão importada; muuuuuuito legal: tem cena com o Robbie Willians em um show (I am alive); do Jamie Oliver ensinando sua filhinha a cozinhar (I am Jamie Oliver Jr). Tem a cena da menininha na montanha russa (I'm in heaven) com seu pai (I'm in hell). Vale a pena assistir (veja). Tem também a versão que passa por aqui (veja), que tem algumas das imagens do importado. A melhor é a cena do furacão, com a sensacional frase: "Eu sou o que for preciso". 
Por algum motivo esse hominho correndo me lembra meu cunhado - ele é fotógrafo, usa Nikon e é meio doido na hora de tirar fotos. Seria a cara dele sair correndo para tirar fotos melhores do furacão. Enfim; não sei de quem é a autoria do comercial. Não sei se foi criado no Brasil e exportado ou o contrário. Existe uma versão "brasileira" que é diferente da traduzida; acaba com um molequinho em frente ao Cristo Redentor (veja). Esta versão é assinada pela WMcCann; mas me parece tratar-se de uma adaptação do internacional. Ou, pelo menos, o internacional está mais legal. Mas o comercial não é feito apenas de imagens sensacionais com frases bem colocadas. A música é um absurdo de perfeita para acompanhar as cenas - parece encomendada (não é: chama-se "Welcome home, son" do álbum "Ghost"; da banda "Radical Face"). A música chama a atenção; e aí o espectador é arrebatado pelas belas imagens. Quem não fica arrepiado ao ver pela primeira vez, é de pedra. Sem efeitos especiais. Sem roteirinhos retardados. Sem nonsense. Claro. Direto. Elegante. Belo. Nikon!!! Quero uma Nikon agora!!!! (me mandem uma de presente pelo jabá de mencionar os filmes em meu acessadíssimo blog). Parabéns aos criadores. Bravo!!!
Escrito por Karin às 19h32
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Pôneis Malditos
Bom, já que todo mundo está falando, e a pedidos (oquei, talvez o plural seja um exagero; é a pedido - mas de um leitor fiel que provavelmente é metade da minha audiência); também falarei sobre os "Pôneis Malditos". O comercial mostra um carro atolado no meio do mato, e o dono do carro xinga os "Pôneis Malditos" por não terem potência para tirá-lo do aperto (porque a potência do motor é medida em cavalos, e como o carro dele não tem potência, chamou de pôneis - ha-ha, clever). O filme mostra poneizinhos literalmente dentro do motor (uma idéia de infância, eu ficava fascinada com o conceito de "cavalo-vapor" acreditando tratar-se do animal real). Para ver o filme, clique aqui. Claro que a ideia não é uma "p*ta sacada"; eu mesma já fiz uma gozação aqui no blog ao ver um estudo sobre o trânsito de São Paulo, que dizia que no rush os carros não andam mais rápido que uma galinha. Sugeri os carros "Chick" e" Rooster", com a potência do motor medida em galinhas-vapor. E recentemente minha irmã viu um comercial onde sugerem "vá de galinha"; provavelmente baseado no mesmo estudo - ou mais provavelmente ainda, leram o meu blog! Enfim - com este conceito, fizeram um filme ridicularizando a potência de todos os carros que não sejam o do comercial, e para chamar a atenção usaram a imagem de bichinhos fofinhos e musiquinha meiga. A musiquinha chama a atenção por ser levemente irritante; já bichinhos sempre dão certo. 
Pensei um pouco a respeito da questão: tenho algum problema com este comercial? A resposta óbvia é sim; claro que tenho. Por que? Ele chama a atenção. Mas, em primeiro lugar: se eu não tivesse colocado nos quadrinhos o frame onde está escrito o nome do carro (em letras garrafais) alguém saberia assim, de pensume, que carro é este? Fiz uma enquete (perguntei para umas quatro pessoas): - Viu o comercial dos Pôneis Malditos? - Vi, super bonitinho, né? - É... Que carro é aquele, mesmo? - O dos pôneis? Não sei, não aparece. - Não; o carro que estão anunciando - qual é? - Não sei... Não é Pajero? Tirando a parte onde a pessoa diz que não sabe qual é o carro que têm pôneis no motor; o resto é mais ou menos o diálogo com as pessoas em minha super enquete. Ninguém tinha certeza de qual carro era o anunciado. A parte dos pôneis eu inventei porque foi exatamente o que me intrigou: qual carro será o dos pôneis? Queria saber, de qualquer jeito. Ter pôneis sob o capô é uma ideia muito atraente. O que me interessa a potência, se eu posso ter pôneis? Claro que eu sei que não tem pôneis de verdade sob o capô. Mas me irrito com esses comerciais de carros na lama - já falei disso aqui (apesar de um amigo já ter me dito que nada melhor que "jogar o carro na lama", com qual frequência se faz isso? Vale a pena comprar um carro por essa, er, "vantagem?"). Para que você precisa de um carro que tenha potência para andar no meio de barrancos enlameados? Para poder acelerar mais rápido no trânsito, quando os carros andarem dez metros em vez de cinco, na hora do rush? A quase três reais o litro de gasolina, ter tantos cavalos de potência é mais desvantagem que benefício. Claro que, em São Paulo, talvez fosse útil no verão; quando ocorrem aquelas tempestades bíblicas que inundam a cidade quase completamente, fazendo ter uma certa invejinha do carro-anfíbio de Jacques Costeau. Mas, quer saber? Aposto 10 contra 1 que, em uma situação onde a água passasse das rodas - como mostra o último quadrinho - o carro deixaria a desejar. E vou dizer por que não creio nessa eficiência toda: certa vez, assistindo a uma palestra sobre efeitos especiais, descobri que em um comercial do naipe o carro teve que ser rebocado para conseguir sair do buraco; e os cabos foram apagados digitalmente para parecer que o carro tinha força para sair sozinho. Não duvido que seja o caso aqui. Não que seja um problema enorme o carro não conseguir trafegar pelos córregos - poucos devem testar este recurso de verdade. Mas, se proibiram a veiculação de comerciais de cremes para pele onde Julia Roberts foi retocada no Photoshop; deveriam proibir comerciais que exageram na eficiência dos carros. Enfim. E o que me intriga: no final, um poneizinho voa, manda um beijinho e diz: "te quiero". Por que em espanhol? Não entendi... Se bem que já falei sobre minha sensação com coisas em espanhol antes; vai ver é para dar uma sensação de "la garantia soy yo". Vai saber. Minha picuinha final é que achei os "Pôneis Malditos" parecidos demais com o tal "Meu pequeno Pônei". Podiam ter mais personalidade. 
Claro que é bem difícil fazer algo muito diferente quando se tem uma referência anterior muito forte; mas pelo menos as cores podiam ser outras - a semelhança maior com o desenho do "meu pequeno pônei" são as cores; inclusive dos cenários. Funciona porque é fofinho; mas podia ser um pouco mais autêntico. Enfim; parabéns aos criadores - todos estão falando neste comercial; provavelmente ganhará um Leão ou algum outro prêmio. Infelizmente para a Nissan, estão falando mais dos pôneis do que do carro...
Escrito por Karin às 19h00
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AMERICA
Sim, gritei o título. Não, não estou achando que os americanos são muito melhores. Estou enaltecendo meu restaurante favorito de todos os tempos (ou de desde quando era pequena e experimentei pela primeira vez). O America (música glorificante ao fundo). Eu amo o América. Até hoje, faz o melhor hambúrguer e a melhor pasta que comi na vida. E também, obviamente, as melhores onion rings. Em toda lanchonete ou restaurante em que vou que tenha onion rings no cardápio, eu peço. Não adianta, a do America é a melhor. Já me disseram que a cebola do restaurante que seria, em tese, o principal concorrente (não é; não chega aos pés) é a melhor, mas provei e achei salgada e pesada. Mas Karin... Por que você está falando de seu restaurante favorito? Está com fome? Está de dieta? Está com verba que dá apenas para comer miojo? Não, querida meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não votam e não comentam meu blog. Estou falando da coisa que mais gosto na vida: o Jabá! E o que o Jabá tem a ver, vocês me perguntam. Ué, Jabá é propaganda pura. É relacionamento com o cliente. É fazer com que um de seus clientes mais entusiastas escreva a seu respeito em seu blog com surpreendente número de acessos; já que ninguém comenta e nem vota (sim, voltei às indiretas!). Oquei, já divaguei. Deixem-me explicar agora. Desde que comecei a mandar comentários e sugestões ao América usando o SAC, começaram a me mandar convites para um jantar em meu aniversário. Em primeiro lugar, adoro fazer aniversário. Ganho presentes, como bolo, as pessoas fingem que leem meu blog. Mas logo depois que passa me dá assim uma tristura, uma melancolia, um banzo. Fui à minha caixa de correios no dia seguinte ao aniversário, e tã-dã!!!! Lá estava!!!! 
Meu super-magnífico-suntuoso-munificente convite de jantar de aniversário do America!!!! E o melhor é que você tem um prazo aí para ir; usei o meu exatamente um mês depois de meu aniversário, no dia 2 de julho (e agora vocês sabem que meu aniversário é no dia 2 de junho e podem me dar os parabéns nos comentários). Não porque não estivesse ansiosíssima para ir; mas foi um mês cheio de trabalhos e eu queria ir sem pressa, para aproveitar bem. Afinal, tudo que é de graça é mais gostoso à enésima potência. Disse enésima? Quis dizer frilionésima. 
Bom, agora vou contar quão magnífico foi o Jabá. Eu e Fofo fomos ao América do Shopping Anália Franco. Apesar de ser dentro de um Shopping, gosto muito dessa unidade. É uma unidade bem jabazeira. Por exemplo: eu amo de paixão o molhinho Tex-Mex que acompanha alguns pratos. Venero. Salivei só de escrever o nome. Tomaria um copo com canudinho. Toda vez que peço algum lanche que acompanhe este molho, peço ao garçom: "com dois Tex-Mex, por favor". Porque o potinho que vem o molho é muito pequeno para minha gula. Na última vez que fiz este pedido nesta unidade, sabe o que o cozinheiro fez? Me mandou um potão com o molho (maior que um cinzeiro), além de espalhar o molho sobre o sanduíche. Se eu precisasse um dia de uma última refeição, pediria este sanduíche (Mexican Burguer) preparado com essa exata quantidade de molho. Huuuummmmmm!!!! Voltando ao jantar. Abri com Onion Rings, claro. Depois, fiz algo inédito: pedi um grelhado em vez de um hambúrguer ou uma massa, que são os dois itens que eu amo e sempre peço. Mas a conclusão é que se os dois primeiros são ótimos, este também há de ser. Não me arrependi. Pedi o Steak à Fiorentina; Babem: 
Como podem notar, o prato já está metade em meu estômago, pois quando o vi meus neurônios se dedicaram inteiramente à atividade de devorá-lo; e eu quase esqueci de documentar para o blog. O que ajudou a pedir o prato foi a descoberta de que me deixam pedir o Tex-Mex mesmo em um prato que não o acompanha, como podem notar na foto. Antes eu ficava meio limitada ao Mexican Burguer, Mexican Italian com 3 Molhos e Hot America. Agora, não: posso pedir o que quiser e mergulhar em Tex-mex!!! Fofo, por sua vez, pediu um Italian Burguer. Parecia bom, mas ele não me deixou comer nenhum pedaço (boa ideia, era capaz de eu ter mordido a mão junto). Finalizei com um Brownie. Demais. As sobremesas do America só têm um "defeito": são grandes demais, quase uma refeição. E como os pratos são bem servidos, muitas vezes fica-se no dilema de comer um ou outro. Mas de graça, eu fiz uma "forcinha" e comi os dois!!! Agora vocês vão dizer: mas Karin, você não falou de propaganda. Você só puxou o saco e fez fosquinha de ter comido de graça no America. E? Oquei. Deixe-me chamar a atenção para a qualidade deste convite: 

Surpresa? Check. Irresistível? Check. Feliz e delicioso? Check. Convite lindo, bem diagramado, bem redigido e de bom gosto? Check. Pode parecer um detalhe besta, mas reparem nos convites que empresas costumam enviar. Qualquer tipo de convite: para uma inauguração, uma degustação, uma festa. Na maoiria das vezes é tosco. Tudo bem; se for algo de seu interesse, você vai e pronto. Mas um convite bem-feito chama a atenção por colocar a empresa em outro nível. É importante se preocupar com a imagem da marca. E, por fim, olha isso: 
O convite vira um bolinho!!! Atualmente ele se encontra sobre meu monitor (sim, eu ainda tenho monitor CRT, e daí? Me mostrem um LED te tela quadrada que eu troco), lembrando-me que falta menos de um ano para meu aniversário e quem sabe para uma nova, er, surpresa. Me diverti montando o bolinho, que é outra demonstração da qualidade do convite. As dobras já vêm marcadas e existem fendas para encaixes, dispensando o uso de cola. E é picotado, não necessitando de tesoura. Quem criou sabe muito bem o que faz. Excelente! O bolinho lembra também que, apesar de eu ter adorado o jantar, fiquei com saudades do hambúrguer. Até o final dessa semana, vou passar por lá!!! Nhaaaammmm!!!
Escrito por Karin às 20h34
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Mitsubishi Asx 2012
Quem já viu esse comercial? É bonitinho. Resumindo, o carro roda pela cidade e é perseguido por estátuas de animais, por algum motivo que desconheço. Para assistir, clique aqui (tô ficando moderna, em vez de tirar foto da tevê, eu procuro no iultube!). É legal de assistir - as estátuas se mexem, tem bichinhos e tal. Mas realmente eu não entendo. Por que as estátuas perseguem o carro e depois param? Bem, segue minha interpretação: 
Não precisa explicar minha versão; mas resumindo eu acho que o carro é tão, mas tão feio com esses olhinhos bravos e boquinha amuada que as estátuas queriam destruí-lo. A águia se suicida em uma tentativa final de amassá-lo. Claro que é minha opinião; não acho o carro bonito. Mas obviamente nem todos concordam comigo: 
Ponto positivo do filme: o carro é branco, cor que não agrada a todos. Entretanto, veículos de cores claras ajudam a combater o aquecimento global. Não sei se é a intenção (provavelmente é; ninguém produz um comercial caro desses para "dar ponto sem nó"); mas ajuda as pessoas a se acostumarem - e a longo prazo desejarem - carros claros. Ponto para a Mitsubishi!
Escrito por Karin às 18h14
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Bleu de Chanel

Lá vou eu de novo pegar no pé de comercial de perfume. Entendo a dificuldade; na verdade você está vendendo uma aguinha para camuflar o fato de que as pessoas, em seu estado natural, fedem. Não dá para fazer algo literal (se bem que alguns comerciais de desodorante até o fazem, alguns com resultados interessantes - tipo o do axe seco). mas perfumes são mais difíceis; porque além de tudo ainda são carésimos. Então tentam mascarar o produto como algo com utilidade além de fazer cheirar bem: vendem uma "atitude", uma postura, um status de quem usa a marca. Um je ne se qua. No caso,a Chanel optou pelo comportamento "moleque mimado babão de fraldas dá um piti". Vide quadrinhos ilustrativos para uma reprodução fiel do comercial, apenas traduzida. Aliás, por que os comerciais de perfumes têm que ser em inglês? Seria o português muito mundano para o glamour da marca? E se a pessoa não fala inglês? Melhor não perguntar, senão posso desencadear uma discussão sobre "público alvo" que, no fundo, é mais uma enrolação para justificar quando algo não faz sentido. Vai ver é por isso que eu não entendo. Não sou público-alvo desse perfume. Enfim. Mas isso é comum a todos os comerciais de perfume: têm pessoas bonitas, são em inglês (ou francês) e não fazem sentido. Minha picuinha principal está no último quadrinho. Começando pelo nome do perfume: "Bleu". Azul,em francês. Para mim, em português soa quase como "eca". Exemplo: - Sentei em um banco, na praça. Sem querer, coloquei a mão embaixo do banco e encostei em uma catota que alguém passou lá. Pior é que não tinha onde lavar a mão, e tive que ir assim embora para casa. - Bleu! (Ou, como dizem na propaganda: "Bleeeeuuu"!) Outra coisa: o slogan. "Be unexpected". "Seja inesperado", no sentido de surpreendente, imagino. Bem, o que você não espera de um perfume? O que seria realmente surpreendente, ao experimentar uma nova fragrância? Que tenha cheiro de m... Bem. Que seja fedido. Exemplo: - Olha o perfume novo que comprei. Cheira aqui. - "Snif"... "Bleeeeuuuu"!
Escrito por Karin às 19h10
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"Carma"
Eu nunca fui uma pessoa fashion. Quando criança, parecia um moleque. Mesmo já grandinha, lá pelos treze anos, não me ligava em moda. Minha mãe dizia: "você precisa de roupas novas, vamos ao shopping"; e eu: "Nããããooooo! ODEIO comprar roupas!!!" Quem diria? E, por me ligar tão pouco, até uns dezenove anos não sabia bem escolher roupas, meu "modelito" costumava ser calça jeans, camiseta e tênis, chegando a ficar ansiosa quando alguém me pedia a opinião sobre alguma roupa. Simplesmente não conseguia escolher. Hoje já tenho uma noção do que gosto para mim, e, mesmo - sou alta e magra; então não tenho muitos problemas para me vestir. Mas às vezes, andando pelos shoppings, fico perplexa com algumas vitrines - parece que as manequins estão embrulhadas em trapos ou dentro de sacos; uma vez cheguei a dizer para uma vendedora a respeito de uma blusa (acho) que ela trouxe: - Não sei como se veste isso. Aliás, nem sei o que é isso. Leve de volta, não posso perder meia hora tentando adivinhar como se veste isso. É o que, um chapéu? Além de já ter vestido coisas ao contrário. A vendedora vinha com aquele "serviu?" no provador, e eu: - Bem, acho que sim - mas não gostei muito, sabe? - Errr... Bem, você vestiu ao contrário, se vestir certo fica melhor, sabe? - dizia a vendedora. Se bem que tudo tem limite. Calça Saruel, por exemplo, nunca vou experimentar. E, se você tem uma, só tenho um conselho: tira isso e queima. E nem fale comigo se tiver usando. Vou fingir que não conheço. Mas antigamente, conforme o tempo passava, comecei a me sentir pressionada a entender um pouco mais com o assunto. Na faculdade, por exemplo, minhas amigas eram todas bem vestidas e meio "patricinhas", de passar maquiagem para ir na faculdade. Eu ia toda largada, mas tentava acompanhar os assuntos, pelo menos. Até que, um dia, estávamos sentadas no corredor durante o intervalo. Observávamos os passantes, e minhas amigas estavam aos cochichos, rindo de se acabar. Quis saber: - Que foi? - HAHAHAHAHAHA - faziam elas, sem conseguir respirar. - Quié? QUIÉ? - angustiei-me. - Esses meninos são uns ridículos - disse uma delas. - Basta chegar o verão e eles andam por aí todos de barra carmada. - Onde? - perguntei, pensando: "o que seria uma barra carmada?" Passou um mocinho. - Olhaí, mais um de barra carmada!- disse minha amiga. Eu imediatamente olhei para a barra de suas calças, tentando entender o que tinha de diferente - e de tão ridículo. Enquanto isso, elas continuavam rindo de perder o fôlego, aos guinchos de "mais um! Mais um!", e eu olhava para as barras de suas bermudas, calças, o que estivessem usando. Não conseguia notar diferença nenhuma para barras comuns. A essa altura o corredor estava bem cheio; eu já tinha desistido e perguntei no tom de voz necessário para se fazer ouvir em um corredor barulhento: - O que é barra carmada? - e, diante dos olhos arregalados de estupefação e raivosos "shhhhhhhhhhh" de minhas amigas, imediatamente percebi o que elas queriam dizer, corando de vergonha. Aparentemente, além de não ser féxiom, ainda era sem noção (sou um pouco até hoje). Mas até hoje defendo minha confusão; pensa bem: "no verão esses ridículos saem de 'barra carmada'"? Quase o mesmo que dizer que no inverno as mulheres usam polainas. E, mesmo, hoje em dia não costumo ver tanta gente assim (aliás, ninguém) andando por aí com "barra carmada", mesmo no verão. Deve ser a idade... 
Escrito por Karin às 20h17
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"Bostúculo"
(Conforme prometi há muito tempo, começarei a fazer comentários a respeito dos livros que leio. Primeiro, a série "Crepúsculo". Falarei logo de três de uma vez!!!!) Eu sei, esse título é uma criancice. Copiei de uma ex-colega que costumava falar assim. Uma de suas manias era colocar um "bost" na frente do que não gostava. A primeira vez que ouvi, estava acessando o Orkut (ainda não existia o Facebook, que aposto que ela chamaria de "Bostbook", no mínimo). Ela olhou e disse: - Ah, você tem conta no Bostut? - Bostut? - perguntei. - É, esse Orkut é uma b*sta. Não serve para nada, só para um monte de galinhas ficar dando em cima do meu namorado. O namorado em questão era, digamos... De uma, er, beleza não-convencional, por assim dizer. E ela morria de ciúme daquilo, vai entender. Ela falava assim de várias coisas, como por exemplo Harry Potter, que ela chamava de Harry Boster. Um dia perguntei: - Você já leu Harry Potter? - Claro que não; é uma b*sta! - respondeu, com sabedoria. Vejam bem: eu já tinha visto Harry Potter nas livrarias várias vezes, mas achava que era literatura infanto-juvenil. Até que um dia, na academia, uma colega recomendou dizendo que a série estava entre os melhores livros que ela já leu; e eu resolvi comprar. Claro que o primeiro, apesar de bom, é meio infantilzinho. Mas vai melhorando cada vez mais, e quando o sétimo e último livro chegou na minha casa quase morri de emoção. De fato, foi uma das melhores coisas que li na vida. Falei isso para a fofa, e ela acabou lendo e dando o braço a torcer. Meu argumento principal era que, se havia milhares de leitores fanáticos no mundo todo, não poderia ser ruim. Com esse raciocínio, comprei os três primeiros livros da série Crepúsculo (me recuso a chamar isso de "saga") em uma promoção, só faltando o tal "Amanhecer", que é o último. Tive algumas reservas, pois não costumo gostar de coisas de vampiros - acho uma cafonice, um saco. Bem... Milhares de leitores estavam errados. Para ser justa, a história começa até interessante. Claro que você antipatiza com a personagem principal (Bella) logo de cara, pois a mala chama o pai de "Charlie" em vez de "pai". É uma chata de galochas que está sempre de mau humor. Mas aí você começa a gostar quando aparece o tal vampiro (Edward), porque ele a trata mal. Eles são obrigados a se sentar juntos na aula de ciências; ele fica com "carão" o tempo todo e ela sem saber por quê. Mas aí ele resolve que está apaixonado por ela. A partir desse ponto, o vômito se torna inevitável. Primeiro que ela é uma néscia que só se mete em encrencas, entrando deliberadamente em situações perigosas e sendo invariavelmente salva por ele. A mesma história antiquíssima de "Mocinha retardada salva pelo galã valente". Além disso, ele tem 17 anos na história (na verdade ele tem uns 400 anos, mas aparência de 17; idade em que foi mordido). Ela também, mas vai fazer 18 e quer que ele a morda para que ela não envelheça mais (porque viraria vampira). Fora que tem o lobisomem (sim) que também é apaixonado por ela, e também não envelhece. Tem uma parte que ela comenta: "Eu sou a única que tem que ficar velha? Eu fico mais velha a cada maldito dia! Mas que droga! Que mundo é esse? Onde está a justiça?", como se isso fosse um defeito (página 93 de Eclipse, pois vários me disseram que isso não tem no livro - bem sabem que é ridículo. E, sim, com ênfase nessas palavras). O livro inteiro é uma interminável sucessão de diálogos melosos de namoradinhos adolescentes. O tempo todo, ele fala que o cheiro dela é bom e ela fala que ele é lindo. Além do que, ele dorme escondido no quarto dela todos os dias, porque não podem ficar cinco minutos separados. Realmente, é de lascar! O primeiro livro é o que eles se apaixonam, etc, e não acontece nada. Bem, até acontece - ela ignora totalmente a própria família, vivendo o tempo todo com a família dele. Um dia, estão jogando baseball no mato (sim!) e aparece outro grupo de vampiros. Ah, e aliás ela está segura com os vampiros da família do Edward porque eles são vegetarianos - só bebem sangue de puma, de urso e de outros animais (o que não os torna hematófagos, de jeito nenhum!!! Aliás, chamam vampiros que bebem sangue de gente de carnívoros - parabéns!). Obviamente, os animais não são importantes. Oxalá matar um personagem tosco. A autora pensou em como resolver o problema da fome dos vampiros vegetarianos e decidiu que fazê-los matar animais em extinção era o canal. Enfim; a marmota encontra o grupo de outros vampiros e um deles tenta comê-la, e a família do Edward o mata. Fim. O segundo livro, Lua Nova, fala um pouco mais do amiguinho lobisomem. Ele até aparece no primeiro livro, mas sem muita expressão. Jacob é seu nome; e obviamente ele é apaixonado por Bella. Ah, também um monte de gente da escola dela é apaixonada por ela. O Jacob é um índio. Aliás, ele e sua família são todos índios extremamente caipiras estereotipados, um chuchu. Neste livro, o tal Edward decide se afastar da Bella mala, dizendo que é para sua (dela) própria segurança. Ela se deprime, fica "com um buraco no peito" e não acontece nada no livro inteiro. Existe a ameaça de uma vampira que era companheira do vampiro que mataram no primeiro livro e que quer comê-la (e que, se bobear, era apaixonada por ela). Mas ela nem chega a aparecer no livro. Ela só rouba uma calcinha do quarto de Bella e é este o indício de sua presença (claro que ela não rouba uma calcinha, mas rouba roupa suja - importantíssimo!). O tal Jacob descobre que é lobisomem. Ele quase fica com ela, mas no fim ela volta para o Edward. Isso acontece porque ele pensa que ela morreu e tenta se matar. Ele ia se expor ao sol para fazer isso, mas nesse livro os vampiros não morrem ao sol. Eles brilham feito purpurina (ui!). Ele ia brilhar feito purpurina e ser morto por outros vampiros raivosos por ele ter se revelado. Bella vai até ele, prova que está viva, ele não brilha, os outros não o matam e nada acontece. Fim. O terceiro livro - Eclipse - que os fãs da série dizem que "é mais dinâmico que os outros dois" foi, talvez, o mais doloroso de ler. É uma enorme enrolação de uma guerrinha infantil entre vampiros e lobisomens, até que eles clicheiramente "decidem se unir contra um inimigo comum": a tal vampira que quer matar a Bella. Eles a matam. Edward pede Bella em casamento. Ela, que não desgrudava dele desde o primeiro livro e ficava com buraco no peito quando estava longe, não quer se casar. Só para ser do contra. Um detalhe: em todos os livros, a autora não se cansa de dizer que ele "é duro feito pedra". E gelado. O Jacob é quentinho, mas não vem ao caso. Enfim. Quando o Edward pede a Bella em casamento, ela quer, bem, consumar a relação (e com todo esse grude ainda não aconteceu, pasmem!). Ele se recusa (!). Aparentemente, a parte que devia ser dura, não é (sim, eu disse isso). Ele quer casar primeiro (ecaaaaaaaaaaaaaaaa!!!! Pausa para engolir o vômito). Ela o faz prometer mordê-la se ela aceitar. Ele concorda. Ela aceita. Fim. Falta o último: Amanhecer. Decidi não ler. Ler os três primeiros foi horrível. Acho que já sei o suficiente da história para merecer o privilégio de chamá-la de "Bostúculo". "Ah, mas o último é o melhor", já me disseram alguns fãs inexplicáveis da série. Sinto muito, não caio mais nessa. vou dizer algo sobre essa historinha: it sucks; and you're all stupid for liking it. Pronto. Falei. Os filmes não são muito melhores, aliás. Pelos trechos que assisti, parecem fiéis. Comentários a respeito: Edward usa batom. Jacob é mau ator. Bella tem cara de sono. Fim. 

É tudo tão chato que até os balõezinhos ficam sem graça. Odiei. Stephenie Meyer, you suck! Die, Stephenie Meyer, die!!! Ah, e uma última coisa: se você vai escrever uma história que envolve vampiros, atenha-se à "lenda": vampiros morrem ao sol; e não brilham. Eles são maus por natureza e não se apaixonam, pois não têm "alma". Não podem comer alho e nem entrar em igrejas. O contato com cruzes os queima. Com água benta, também. Dormem em caixões e são capazes de se transformar em morcego. Pegar um monstro criado por outro e mudá-lo para servir à sua historinha medíocre não vale. Quer que seu monstro brilhe no sol, crie seu próprio monstro. Faça o favor de não c*gar na criação dos outros. Agora é fim.
Escrito por Karin às 17h59
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Fofurices
Sabem... Como ninguém, eu sou perfeita. Ou seja, não sou (ninguém é perfeito). Bobeiras à parte, acho que se tivesse que apontar um "defeito" meu, seria a curiosidade. Não estou falando em curiosidade normal. Estou falando em uma dolorosa curiosidade. Uma amiga do trabalho achava a maior graça quando ela estava em sua mesa e eu aparecia para bater um papinho. Ela sentada, eu em pé; quase involuntariamente ia pegando cada objeto de sua mesa, examinando com as mãos e colocando de volta. Para mim, não dá para alguém chegar e dizer: "olha a minha caneta nova." Eu não vou olhar; vou estender a mão com um "dá aqui" subentendido, examinando a caneta por todos os ângulos, além de tirar a tampa ou apertar botões, se houver. Aí sim, considerarei "visto". Quer me torturar; deixe algum objeto interessante fora de meu alcance. Ou diga que soube de uma coisa incrível que não pode me contar. Eu o(a) espancarei até a morte. Também ja-mais me diga: "veja com os olhos, e não com as mãos". Vou te odiar para sempre. Não é curiosidade de, sei lá, saber as fofocas para passar adiante ou nada assim. O que quer que seja, assim que tenho a informação, ela perde o interesse imediatamente. Mesmo que seja prova irrefutável de que Bin Laden está vivo, sei lá. Quero saber. Depois, não importa. Mas, no segundo que alguém diz que vai me contar algo, não consigo disfarçar minha empolgação. Olhos arregalados, coração acelarado, saltitos. É incontrolável. Tudo isso me leva a um feliz dia, quando, no banco de passageiros do carro de Fofo, abri o porta-luvas (involuntariamente) para ver o que tinha dentro. Me deparei com isso: 
Um presente! - QUIÉISSO?!- perguntei, com taquicardia por me deparar com um embrulho FECHADO. - O que? - responde Fofo, devagar demais para o meu gosto (impressão causada pela adrenalina de encontrar um embrulho intacto). - ISSO! ESSEMBRULHAQUI! - respondo ofegante, já pegando-o. Era pesado! De acordo com Jurassic Park, se é pesado; é caro. Um tesouro! Um objeto extremamente valioso! No mínimo, um gadget. Com certeza, algo interessantíssimo e surpreendente. - Ah. Isso? - pausa extremamente longa - Ganhei na convenção. Em choque pela constatação de que Fofo voltara de uma convenção há quase duas semanas com um embrulho que jogara no porta-luvas do carro sem saber - e sem querer saber! - o que tinha dentro, perguntei em pânico: - POSSOABRIR? - ....(eternindade) Ah, sei lá, abre aí. E fala mais baixo, só tem eu no carro. Sem me importar com a reprimenda e com as mãos trêmulas de antecipação, praticamente destuí o embrulho misterioso com os dentes. Olhei dentro, felicíssima, e me deparei... 
...Com isso. Ainda em "transe", fiquei por alguns segundos tentando entender o que estava vendo. - Que diabo é isso? - perguntei, finalmente. Fofo olhou, meio sem interesse (não me conformo): - Tcho vê. Ah, legal. - Legal o que? É uma pedra? Pra que serve? - Não; é que eles fizeram uma palestra, tinha uns lances com esses desenhos aí, era um negócio muito louco, bem legal. - Que negócio legal? O QUE ERA? - Ah, não lembro. Mas era legal. Como de costume, perdi imediatamente o interesse após saber o que era; e agora a tal pedra, tijolo ou sei lá o que está em meu canteiro, acumulando pó. O que me levou a pensar em brindes. E no que significava o embrulho. Alguém responsável por brindes pensou e concluiu que uma pedra seria um presente ideal para centenas de pessoas em um evento. Brilhante. Não levem a mal, gosto de rochas, tenho algumas - tipo cristais, ágatas - pedras bonitas, sabe? Não um tijolo. Entendo a dificuldade da escolha de um brinde. Não deve ser fácil. Você tem que pensar em algo que agrade um público que às vezes é composto de centenas de pessoas, e dificilmente a verba para isso é alta. Você pensa em algo útil. Uma caneta? Muito comum. Um bloco? Vai mofar em uma gaveta. Mochila? Uma boa, mesmo, é muito cara. E uma que seja barata ficará encostada. No fundo, quem presenteia alguém quer surpreender. Quer algo diferente, que o presenteado não esperará e ficará agradavelmente surpreso, e feliz com o mimo. Isso já é difícil de se fazer com alguém que se conhece bem, imagine com centenas de desconhecidos. Mas uma PEDRA? Ainda se fosse só a pedra. Talvez Fofo não esteja completamente sem razão com sua falta de curiosidade. Certa vez, em outra convenção, voltou com isso: 
Sabe que na foto até parece bonitinho? Acreditem. Não é. É uma tranqueira desnecessária e feia, que um ser humano normal só guardaria se tivesse sido feita por seu filhinho de cinco anos (perguntei para Fofo se podia jogar fora, e ele não deixou! "Tá" lá, juntando pó na estante). Imagino que quisessem dar de brinde algo que lembrasse o local da convenção; para isso nada melhor que uma amostra do artesanato local. Como resultado, escolheram "qualquer m*rda". Não tenho nada contra artesanato. Até compro, de vez em quando. Apesar de não gostar de badulaques, tenho em minha estante de livros uma peça que comprei que eu adoro: 
Tudo bem, não foi barato - paguei sessenta pilas. Mas não sei se o tal carrinho foi tão barato; na frente dele tem o nome de Fofo inteiro, por extenso. Todo mundo recebeu um. É personalizado. Com certeza, deve ter sido caro. E se não tiver verba? Bem, outro dia comprei isso: 
Adoro esse bonequinho. Paguei cinco reais; e era de uma ONG que ajudava moradores do sertão ou algo assim. Aposto que em grande quantidade sairia baratinho. Como todo artesanato, é "inútil"; mas pelo menos este é bem-feito. Claro que nem sempre os brindes são ruins; certa vez Fofo voltou com um livro. Mas este é um bom brinde para 1% da população, aparentemente. Eu aproveitei o brinde, em vez de Fofo. Provavelmente ele teria preferido uma trufa, sei lá. Por que não dão um vale-presente de uma loja que tem de tudo? Garanto que a possibilidade de agradar a todos seria bem maior. Afinal, quem não gosta de dinheiro? Imagine a pessoa abrindo um envelope com o logo da empresa, olhando dentro e encontrando o vale-brinde. Só vai poder dizer, com lágrimas de felicidade nos olhos: - É lindo!
Escrito por Karin às 19h44
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Axe Excite (é isso?)
Lá vou eu implicar de novo com os comerciais do Axe. Mas, gente - merecem, não? Este comercial - o do Axe Excite (ou algo assim), até que é bem bonito. Chama a atenção. Claro, seguindo o padrão dos comerciais de Axe, o modelo usuário de Axe é um feioso qualquer - suponho que para dar a entender que basta passar Axe para atrair as mulheres mais lindas, mesmo que você seja um feioso ridículo. Vamos a ele: 
Quem quiser ver, clique aqui. Para quem é como eu e tem preguiça de clicar em vídeos da internet, uma breve sinopse: Cidadezinha pacata é perturbada pela queda de coisas do céu. Estas "coisas" são, na verdade, anjos (anjos meninas, sendo que todo mundo sabe que na realidade anjos não têm gênero, hunf). Os anjos caíram porque sentiram cheiro de axe, e quiseram ir atrás, e as mocinhas desistiram de sua condição de anjos para atacar o mocinho feioso. A estética do comercial é muito interessante, e na primeira vez que vi captou minha atenção de cara (estava lendo em frente à tevê e parei para ver do que se tratava). As asas das anjos são perfeitas e lindas, me deu até vontade de ter asas. Tudo muito bem feito e bem produzido. E bonito. Então? Qual é a implicância, sua chata? "Até os anjos cairão", é o slogan do troço. "Até", implica que outras coisas caem. Já suponho que sejam urubus, moscas, o que estiver passando. É um comercial de desodorante! Nos desenhos, o que acontece quando querem representar que alguma coisa fede muito? Tudo em volta despenca - moscas, passarinhos, etc. Até os anjos.
Escrito por Karin às 20h29
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Gênio
Faz tempo que não atualizo o blog, reconheço. Por isso, desde que comecei a reparar, o tema deste post se tornou uma "epidemia". Notei pela primeira vez lá por outubro do ano passado. O que? Isso: 
Já tinha visto vários, mas não tinha parado para me atentar ao que era. Até que um dia, morrendo de tédio no trânsito, notei o desenho em vários carros. "Que p*rra é essa", pensei. "Um coraçãozinho reciclável? Ame a reciclagem? Não... Um órgão reciclável, é isso! Um coração reciclável... Já sei! É uma campanha pela doação de órgãos!"; concluí, brilhantemente. Depois comecei a divagar sobre a "febre" da campanha... Quantos carros com o adesivo! Que pessoal engajado... Sei que a doação de órgãos é importante, blablabla, as filas, etc. Mas o meu paranoico interior não acha nada impossível que possa ocorrer o azar de, justo em dia que eu precise de um hospital (toc-toc-toc na madeira, boa alimentação e olhar para os dois lados antes de atravessar a rua), ocorra de um importantão aí precisar de um órgão, e todos concluírem que sou compatível demais... Enfim. Nada a ver com o post. Depois de um tempo, vi a explicação para o selinho na tevê: é uma campanha da Porto Seguro "por um trânsito mais gentil". Aí caiu a ficha: esta foi a ideia mais genial, brilhante, portentosa, admirável, e o que mais puder ocorrer; desde "não é uma Brastemp". Por que genial? Bem, tenho um seguro tosco aí. A cada renovação, a seguradora me envia, junto com o kit "rip me off", um adesivo de sua logomarca. Vou colar essa m... Este selo no meu carro? Nããããão, claro que não! Pois a Porto Seguro fez as pessoas QUEREREM colar uma porcaria de adesivo no carro. Como? Para quem não conhece, a campanha diz: "Se você não tiver nenhum ponto na carteira por um ano, a Porto te dá 'X' de desconto no seguro". Além de, é claro, um selinho de coração, que é o seu prêmio por ter sido um motorista tão espetacular no períodoo - ou pelo menos é o que querem que você pense. Tenho a tese de que isso remete à pré-escola, quando ganhávamos estrelinhas douradas da professora por ter feito a lição certo, ou ter a letra bonita, ou ter se comportado. Lembro-me de levar horas a mais fazendo a lição tentando descolar uma estrelinha. Assim, cidadão consegue transferir seus pontos na carteira para a sogra e sai todo contente com a sua "estrelinha" colada no carro, de cabeça erguida, orgulhoso de sua perícia automibilística. 
Uma observação: a campanha, acidentalmente (sem trocadilho), revelou alguns motoristas que com certeza adquiriram a habilitação de modos, er, pouco ortodoxos. Como assim? Certeza que essas pessoas não tinham capacidade de passar pelo teste psicotécnico. A prova? Já vi carros com o adesivo colado assim: 
Imagine o raciocínio: "vou colar o selinho que prova que eu sou um super-motorista. Péraí! ESSE ADESIVO ESTÁ ERRADO! O CORAÇÃOZINHO FICA DEITADO! Ah, tudo bem, o importante é que todos saibam que motorista f*da eu sou. Mas vou ligar na Porto e chamar a atenção para o erro." Devia ser preso, pois uma pessoa que cola um adesivo assim só pode ser uma psicopata. E não; não é alguém que "pensa fora da caixa", porque este caso é justamente para se "pensar dentro da caixa". Olhar dentro do quadradinho, para ser mais específica (e caso tenha algum psicopata lendo). Sem mais digressões, voltando à campanha. Tenho uma idéia para colaborar com ela. Que tal - olha que sacada* - criar adesivos de cores diferentes para cada ano que a pessoa não teve pontos na carteira? Hein? Hein? Funcionaria assim: no primeiro ano de Porto que você não tivesse pontos na carteira, ganharia um selinho azul. Se por mais um ano ficar sem pontos na carteira, ganha um verde, e assim por diante. Assim as pessoas saberão o quanto você é bom motorista, por não levar multas há tantos anos. Pode-se até dar nomes sofisticados aos selinhos, por exemplo: este azul seria o Água-Marinha. O verde poderia ser o Ágata. Quanto mais anos sem pontos na carteira (e sendo cliente Porto, bem entendido), mais sofisticados os selinhos: o Ouro. O Platina! Platinum, para ficar mais tendencioso. Poderia haver consequências estranhas, como um mercado negro de pontos na carteira (pessoas cobrando para "pegar" os pontos do cliente Porto, para que este não perca os selinhos), e até falsificações do selinho em camelôs. Exagero? Não sei, eu vejo tanta gente colando isso nos carros que só pode ser um status. Eu, pelo menos, não colaria. Sabe o que? Deve ser inveja minha. Levei a primeira multa da minha vida há duas semanas. E por um motivo imbecil: ultrapassei um carro que estava parado no meio da pista e usei a faixa de ônibus, bem onde tinha uma câmera. Ia fazer o que? Passar por cima? Obviamente recorri, ainda não sei se vai dar certo. O pior é que eu fui primeiro (estava logo atrás do carro quando ele ligou o pisca-alerta), e um monte de gente fez a mesma m*rda que eu. Coitados, vão perder o selinho quando renovarem o seguro (hum, tem um duplo sentido aí. "Porto: a seguradora que te f..." Ok, deixa pra lá). Enfim, se meu recurso der certo, quem sabe mudo para a Porto? Ganho uma estrelinha! *usei propositalmente uma expressão que "adoro", do meio publicitário: "que sacada!!!" Só matando, mesmo!
Escrito por Karin às 21h36
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Vanish Poder O2

Bom, eu sempre fui implicante com os comerciais de Vanish e não é agora que isso vai mudar, não é mesmo? Esse comercial não é, em geral, péssimo - irrita porque passa muito, mas suponho que isso seja válido - afinal, se eu tiver que citar um tira-manchas só sei o nome deste - e já até comprei, inclusive... Achei um major rip-off, mas não é isso que vem ao caso. O que vem ao caso é o comercial. Vamos a ele. Desnecessariamente recaptulando, começa com duas irmãs "em pânico" por ter uma mancha na blusa que uma delas pegou emprestada - supostamente escondido - da mãe. Usam Vanish e voilá - problema resolvido, e inclusive a mancha já estava lá antes, mas a mãe não reconhece a blusa sem ela. As garotas comemoram por terem se livrado de sua mãe ralhar. O comercial fala tudo o que é preciso sobre o produto, faz uma demonstração, salienta que tira até manchas antigas e deixa as roupas como novas. Qual é a minha picuinha, então? Vamos a ela (s): 1 - a irmã mais velha mostra a mancha na blusa para a irmã mais nova, desesperada por ter uma mancha. Vida real: ela é uma adolescente. Jamais iria se importar que a mãe soubesse sobre a mancha porque pirralhos dessa idade não estão nem aí para as reações dos pais. Aliás, provavelmente a garota pegaria a blusa sem se esconder, pois provavelmente acha que o que é da mãe, é dela. Aliás, desde quando uma adolescente pegaria emprestada uma comportada camisa pólo? Só se pretendesse cortá-la ao meio com uma tesoura. E, mesmo, quando iria se preocupar com o que a irmã mais nova - criança - pensa? 2 - A irmã mais nova fica genuinamente preocupada. Vida real: "MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEEE! A FULANA PEGOU SUA BLUSA ESCONDIDO E ESTRAGOU!!!!!!!! 3 - Nada errado com essa cena. A mulezinha fala das características do produto. Vida real: peraí... Que tamanho de testa é esse??? Deviam ter aproveitado o espaço e escrito "Vanish"... 4 - Comparativo da ação de Vanish na mancha com a ação do sabão em pó. Vida real: você muda de canal; a não ser que a pilha do controle remoto esteja fraca e dê muito trabalho. 5 - As garotas respiram aliviadas ao ver que a mancha saiu. Vida real: a irmã mais velha joga a blusa no cesto de roupa suja (ou no chão do quarto) para que a mãe se vire com a mancha. Também bate na mais nova por ter "dedado" que ela pegou a blusa. 6 - A mãe vê a blusa e diz: "Parece a minha; mas a minha tem uma mancha que não sai". Vida real: a mãe é uma anta. Já que essa garota visivelmente não poderia ter comprado a blusa com recursos próprios (não parece ter idade para trabalhar), a mãe deveria deduzir que a blusa era dela mesmo. Além disso, está precisando de roupas novas: estava até agora andando por aí com uma mancha que não sai super visível na lapela. Ainda bem que ela tem as filhas e Vanish!
Escrito por Karin às 23h18
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Feliz 2011
Oi, meus súditos! Finalmente, FINALMENTE, voltei a postar no blog. Ainda não será tão frequente quanto eu gostaria, mas isso é só até que eu adquira um novo computador - o meu quebrou. Neste interím, usarei de vez em quando o computador de Fofo. Também terei novidades: já que o meu blog é sobre o tudo, e eu não gosto nadinha de ler, também vou postar de vez em quando comentários sobre os livros que gostou - ou não; o que é muito mais interessante. Mas vou começar com o meu queridinho - VANISH! Feliz 2011!
Escrito por Karin às 22h50
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Estadão urgente
Gente, eu acho que um dos trabalhos mais difíceis deve ser o de editor de jornal. Entre centenas de fatos, a criatura deve separar o joio do trigo e determinar o que é relevante - ou não - para o conhecimento público. Entre outros motivos, é por isso que eu acho que o fim está próximo... Eu já fui assinante de jornais; mas depois da internet nunca mais assinei - muita coisa para reciclar; e eu vejo as notícias mais rapidamente passando os olhos pelas capas dos principais portais; o que acontecer de mega-relevante estará lá. E praticamente em tempo real; como por exemplo a morte de Michael Jackson: saiu na net umas duas horas antes da tevê. Enfim; como ontem à noite estive vagando por aí e não vi o debate dos presidenciáveis, fui procurar um "resumão" na capa dos portais. Pois não é que, na capa do Terra, não tinha nem uma palavra sobre o debate mas tinha isso: 
Nunca uma notícia teve mais relevância no mundo para merecer a capa, cliquei correndo para saber mais! Bem, sempre haverá a possibilidade de o editor ter sofrido um derrame não detectado que afetou suas funções cerebrais... O FIM ESTÁ PRÓXIMO!!!
Escrito por Karin às 17h48
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E o seu nome é... Parte 2

De novo, estive pensando a respeito de nomes. Mas estive pensando em como o nome pode influenciar nossa vida. Eu gosto do meu nome; em alemão significa "a rainha". Muito bem! A minha face. Curvem-se, súditos! Claro que nem tudo são pérolas; muitas vezes quando perguntam meu nome e eu respondo: "Karin", tenho as respostas: - Carne? - Cárie? - Carlos? Aí tenho que "desenvolver", explicando: - É "Karina" sem o "a"; com ene mudo. - Karinha? - Karia? - Carne? Enfim. Nevertheless, acho meu nome bonitinho. É compacto. Forte. Elegante. Original (pronto, já fiz a "propaganda" do meu nome; mantendo-me no tema do blog. Sintam-se livres para nomear sua prole; é mesmo um excelente nome). Às vezes, acho que os pais nomeiam os filhos como um estudo sociológico; para ter uma ideia de até onde pode o nome afetar a vida da criatura. Daí temos nomes como: Robenilda, Edivângela, Alceíra, Leideli... (Fofo namorou uma Alceíra e outras tantas com nomes até piores - como Alcicleide - não sei se eram bonitas, mas pelos nomes imagino-as faltando um dente na boca, no mínimo. Afinal, Alcicleide não é um nome; é um destino!). Todos esses nomes que citei são reais... Vixi! E o que tem a Santa Ceia a ver com isso? Bom, todos sabem que não sou muito ligada em assuntos igrejais; e com muita dificuldade consigo evitar revirar os olhos quando a conversa descamba para esse lado; no mínimo tento me evadir do grupo. Entretanto, nada é completamente perdido. Tem uma coisa que gosto muito quando o assunto é bíblico: os nomes. Gente, acho os nomes bíbilcos demais. Para citar os apóstolos: gosto muito de Mateus, Pedro, André, João, Matias, Filipe, Bartolomeu... Outros que não sei quem são; mas sei que são bíblicos: Rafael, Lucas... Todos nomes agradabilíssimos. Daí volto para o tema de o quanto um nome pode influenciar a vida. Por exemplo: na cadeia, podemos encontrar inúmeros "Jesuses". Todo o tipo de gente chama-se Jesus; não interessa se é gente fina ou não. O que interessa é que provavelmente recebeu este nome porque os pais concluíram que, com um nome desses, o futuro do filhote seria mudar a humanidade e deixar a sua marca no mundo por milênios, tornando-se alguém de grande influência. Ou seja, o nome é dado com a melhor das intenções. Nem sempre dá certo, mas se a pessoa descambar para o lado negro da força, não será por falta de um nome de caráter (mas não gosto muito do nome "Jesus"). E não é que, de todos os nomes bíblicos, o meu favorito é Judas? Demais esse nome. Judas. Imagine um filho com esse nome: Judas Eder. Ok, ok. Judas Carrero (com Eder fica mais bonito). Como isso influenciaria a vida dele? Imagino uma entrevista de emprego. Ele se apresenta: - Boa tarde, estou aqui para a dinâmica. - Nome? - Judas. - Como? - Ju-das! - Ah, ok, compreendo... Mas sabe o que acontece? Acho que houve uma falha de comunicação; a vaga já foi preenchida... Afinal de contas, o nome Judas está invariavelmente estigmatizado como sinônimo de traição. Aliás, o que é pior? Judas, que evoca traição; ou Bráulio, que lembra... Bem, deixa pra lá. E, a respeito disso, só digo uma coisa: contemporaneamente, traições até muito piores acontecem todos os dias. O problema é que somos umas sete bilhões de pessoas no planeta; então qualquer má ação meio que "passa batido". Na época em que supostamente viveram Jesus e seus apóstolos, o mundo deveria ter uns poucos milhares de pessoas apenas e eles, como o grupinho exuberante que eram, deviam meio que estar sempre na "Caras" da época; e a fofoca foi tão longe que durou mais de dois milênios. Mas... E se fosse menina? Madalena. Que nome bonito. Imagino as pessoas: - A Madalena? É uma prostituta. Dá pra todo mundo. Safada. O marketing difamatório contra Maria Madalena deixaria qualquer político em campanha com inveja... Agora, um nome que acho demais: Lúcifer. Imagine a pessoa se apresentando, e, diante da cara de espanto das outras, comentando: - Lúcifer, na verdade, significa "aquele que faz a luz."; e as pessoas o olhariam com sorrisos amarelos. Depois, comentariam entre si: - Credo!!! Não adianta. Meus nomes "com estilo" vão ter que ficar só no blog. ps - não tem nenhum Judas a caminho, tá? Nem planejando! Só estou divagando a respeito de nomes!
Escrito por Karin às 19h48
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Pajero TR4 (viva o Youtube!)
Eu achei que tinha perdido a oportunidade de comentar este comercial; ele até existe no Youtube mas foi veiculado no começo do ano, e eu nunca consegui fotografar. Tinha desistido, mas outro dia ele passou de novo na tevê! posso comentar!!! Para quem quiser ver o filme inteiro, é só clicar aqui. Para quem (como eu) não tem paciência de ficar clicando em links de vídeos, segue resumo: 
Um monte de gente com lama na cara (eca) cantando: "Forever young, I want to be forever young"; com uma voz de tédio, nada compatível com a energia da música original, com os dizeres "lama rejuvenesce". Música se acelera para um rock e mostra o carro derrapando na lama, com os dizeres "mas assim rejuvenesce mais". Um parênteses seria que eu ja-mais vi alguém comprar um carro desses, que custa "milhões", e enfiar na lama dando derrapagens arriscando pegar uma pedra que estrague pintura. Já comentei aqui antes. Mas o principal aspecto é: qual é o slogan verdadeiro para este carro? Minha sugestão: "Nova Pajero TR4. O carro da crise de meia-idade."
Escrito por Karin às 12h40
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Os Axes da vida
Eu já cheguei a gostar de um comercial de Axe. Era o de Axe seco, que, para quem não se lembra, mostrava um cara "jorrando" suor pelos sovacos (que feio, né? Podia ter escrito axilas); e o jorro parava ao usar o Axe. Que deveria, em tese, ser a principal função de um desodorante, afinal de contas. Evitar a "pizza" e o fedor. Divangando, como sempre, mas relacionado ao assunto, no quadro "CQTest" do CQC desta semana pudemos contemplar a sabedoria do Edgar - sei lá o sobrenome; aquele que era da MTV e agora fez a besteira de sair para apresentar um programa tosquíssimo de uma galera em um ônibus que, tenho certeza, está fadado à extinção. Enfim, o pobre estava lá todo feliz e ansioso, querendo "fazer bonito" para seus filhos, que iam assistir. E não é que o coitadinho estava com a maior pizza, e ninguém da produção teve a idéia de interromper e falar: "fio, guentaí que vou buscar uma camisa no figurino. Não dá para você aparecer assim em rede nacional." Por que ficamos tão constrangidos em avisar as pessoas que estão fedendo, com bafo ou com pizza? Preferiram deixar o coitado aparecer assim na tevê a avisá-lo sobre a gafe. Pelo menos agora ele será um bom candidato a garoto-propaganda de Axe Seco, em um comercial daqueles estilo depoimento: "Sabe, eu sempre tive problemas de sudorese nas axilas. Mas é porque ainda não havia descoberto o Axe-Seco.". Mas voltando aos Axes em geral. Vou começar com o Axe Twist. 
Em primeiro lugar, por que fazem questão de colocar um cidadão que não seria atraente às mulheres nem com todo o desodorante do mundo? Pra que agredir meus olhos com esse físico de borboleta sem camisa? E o desodorante é um produto de higiene, não podia usar um cara como este, que parece que não toma banho. O que este cara precisaria era de um corte de cabelo, no mínimo. E os produtores sabem, porque no filme o cara se tansforma (metáfora para mudança da fragrância) e a primeira transformação é, obviamente, cortar este cabelo ridículo. Quem quiser ver pode conferir aqui. Ou seja: o comercial dá a idéia clara de que o desodorante é fedorento, espantando a mulher. Depois de um tempo o cheiro muda, ficando bom, e a mulher se sente atraída. Por que então esse troço já não tem o cheiro bom desde o princípio? O produto é uma faca de dois gumes: eu posso gostar do aroma, e daí ele muda. Ou posso gostar do aroma depois de mudado, o que significa que teria que aplicar o desodorante algumas horas antes de sair de casa e torcer para não ter que reaplicar. O slogan: "Mulheres se entediam facilmente." Bem, é preciso saber que tipo de mulheres se quer atrair. Se alguém se entedia é pela falta de inteligência, de cultura e de personalidade do outro. Como tem que ser uma pessoa que tem sua atenção desperta apenas por uma mudança de odor? Está precisando ler o Estadão. Continuando: 
Axe Music Star: mulheres no carro com ídolo da música. De súbito, o carro se parte, separando o banco onde se encontram as mulheres e o do músico. A parte do músico cai no esgoto, enquanto a parte das mulheres invadem a casa do usuário de Axe. As mulheres se apaixonam por ele instantaneamente. Slogan: "recupere as mulheres que os astros da música te roubaram". É isso que o separa do Bonjovi: desodorante. Oxalá não tenha ninguém usando Axe no show em Outubro, senão é capaz de o show ser um fiasco, com Jon gritando: "Hey! Look at me! The stage is here!" Mas espere! Tem mais Axe para você! Axe Play! 
Esse passa toda hora, mas não custa lembrar. Bando de goiabas assistindo a um jogo de futebol. Um deles é um "sofauro": meio homem, meio sofá. Os amigos estão, aparentemente, em seu colo (?). Os amigos se vão. Sofauro aplica desodorante e abre as almofadas (hum). Ele é um sofauro-cama, e armazena mulheres em seu interior. A partir daí o comercial acaba, afinal o que pode fazer com mulheres um cotoco preso a um sofá? Slogan: "você mal acabou de pensar em futebol e já está pensando em mulheres". Em outras palavras: você é um cara profundo. Um cara interessante. Um cara que encantará as mulheres com seu instigante argumento de que, se fosse técnico da seleção teria convocado mesmo o Romário, que é um cara que já fez mil gols. E que Dunga é burro. O comercial não é nada degradente às mulheres, insinuando que podem ficar "guardadas" para serem usadas quando o axento quiser. E ainda gostam disso. E por que nunca mostram o produto sendo aplicado nas axilas, sempre no tronco? Sei que os comerciais têm a proposta de ser diferentes, criativos, etcétera, e em geral isso é uma coisa boa - muito melhor que os insuportáveis comerciais-entrevistador-invade-sua-casa de Colgate, Glaide, etc. Inclusive chamam a atenção, pois na primeira vez que os vi tive minha curiosidade aguçada para ver o que ia acontecer, e os assisti até o fim. Infelizmente, quando o fim chegou pensei: "que tosco". E, por causa deles, fiz Fofo mudar para Nívea.
Escrito por Karin às 11h18
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De volta - de novo!!!
Caríssima meia dúzia de leitores pouco assíduos, retornei. Decepcionada, é verdade, porque a Itália foi eliminada e está cada vez mais difícil encontrar "gatinhos" na copa. O Brasil está mal neste quesito; todo mundo fala que o Kaká é bonitinho mas eu acho que é mais um efeito de comparação. Nosso goleiro, Júlio César, até que é interessante - mas se parece com super-herói americano; talvez o Sr. Incrível antes de engordar... Segue futuro do Julinho: 
Enfim. Vamos ver se o polvo acerta os próximos resultados de jogo. Sei que ele determinou que a Argentina perderá para a Alemanha no Sábado; mas ainda não descobri o que ele disse sobre o Brasil. Para quem não sabe e não quer ler a matéria, este polvo está famoso no mundo inteiro por não ter errado até agora nenhum resultado de jogo. Sim; é um polvo - aquele molusco de oito patas. Mora em um aquário na Alemanha. Há quem poderia dizer que ele está puxando a sardinha para o seu lado, em sua previsão para Sábado, mas ele ainda não errou. Incrível. Finda a divagação, tenho motivos para não ter postado há tanto tempo. É outra desculpinha esfarrapada, mas mais do que justa. Tudo começou quando faltou luz na minha casa por 20h. Depois da saga de fazer hora no boteco, não conseguir dormir de ódio, jogar toda a comida da geladeira fora, etcétera; ainda faltou descobrir se os eletrodomésticos estavam todos funcionando adequadamente. E eu sei que o computador não é um eletrodoméstico, mas achei mais divertido chamá-lo assim. "Ué, Karin... Mas essa história da luz não faz um tempão que aconteceu?"; perguntará minha fidelíssima e seletíssima meia-dúzia de leitores pouco assíduos que não comentam e nem votam no meu blog. É evidente. Por isso é uma saga. Vou eu, desesperadamente, conferir meus e-mails. Ao tentar acessar a página do Yahoo, a janela do IE se fecha quando digito meu nome. "Porcaria de Windows", penso, meio preocupada, torcendo para que seja mesmo uma falhazinha do Windows e não um problema mais grave com o computador. Ao tentar novamente, ocorre o mesmo problema. Aí, observo que ao digitar uma tecla qualquer, ao invés da letra correspondente, aparecia uma série de caracteres confusos. Já meio em pânico, fiz todos os procedimentos inúteis do tipo: reiniciar o computador, tirar da tomada, apertar os periféricos em seus respectivos conectores, etc. Nada deu certo. O passo seguinte seria verificar se o problema era do teclado. Como eu não tinha nenhum; e ninguém próximo que pudesse dispor de seu teclado por algumas horas só para eu fazer um teste, saí para comprar um. Achei um por dez reais em uma lojinha de bairro, da Maxprint. Bem básico. Liguei-o. Imediatamente, o computador começou a emitir toda sorte de bipes e alarmes inquietantes; mas ligou. Assim que abri qualquer programa, apareceu "++++++++++++++++" infinito, como se a tecla "+" estivesse emperrada. Fui a uma loja mais especializada, levando os dois teclados, para pedir que testassem para mim. Quando expliquei o problema, o vendedor me disse que nem precisava testar porque o problema era a controladora de teclado do computador. "Então, a única solução é o suicídio?", indaguei. "Claro que não", respondeu. "Basta usar um teclado USB". Para resolver o problema de uma vez, adquiri um caríssimo teclado da Microsoft; daqueles ergonômicos, "confort curve plus best amazing". Adorei, e resolveu o problema. Por um tempo. Depois de alguns dias de uso, notei que a tecla "0" do teclado numérico não estava funcionando. E, por ridículo que seja, é uma das teclas que mais utilizo. Afinal, nos programas 3D, faço muitas coisas numericamente; e como "zero" é o centro de XYZ, já viu. Voltei à loja indignada; pois não fazia duas semanas que comprara o teclado e já estava com problemas. Nem havia pago, ainda. O cara da loja me disse que não poderia trocar; que a garantia era direto com a Microsoft. Ainda tirou um sarro da minha cara ao ver pela nota que comprei o teclado em primeiro de Abril. Ele disse que eu teria que enviar o teclado por Sedex para a Microsoft, e eles analisariam e me enviariam um novo; se fosse o caso. Indaguei: "como vou ficar sem teclado? Já tenho dois em casa; não quero comprar outro e a controladora está com defeito; então não posso usá-los". O cara da loja sugeriu, então, que eu levasse ou adaptador PS2-USB para usar o teclado que eu já tinha; e quando a Microsoft devolvesse o meu teclado ele trocaria o adaptador por outro item da loja. Quando cheguei em casa, adivinhem? O problema não era da controladora. Era dos teclados, mesmo. O adaptador tornou-se inútil. Ou seja: meu teclado deu defeito, comprei outro baratinho. Tão baratinho que já veio com defeito. Aí comprei outro caríssimo que também veio com defeito. É muita sorte, não? O vendedor ainda comentou: "que azar, é raríssimo um teclado da Microsoft apresentar defeito"... Só matando! No fim, voltei à loja e troquei o tal adatador por OUTRO TECLADO; que era horrível de digitar, por sinal. E é justamente esta a desculpinha esfarrapada para não postar há tanto tempo. Agora, porém, finalmente recebi um novo teclado "confort plus blaster mega-power amazing" da Microsoft; daí o post estendido. Vou tentar voltar a postar com regularidade (o teclado novo não significa o fim da preguiça). Estou surtando para comentar o comercial de Axe, o do homem-sofá. Aguardem!!!
Escrito por Karin às 22h23
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